Adeus Carranza: Não se entendem em Cádiz com o novo nome do estádio

Espanha 17-09-2020 12:58
Por Redação

A câmara de Cádiz começou há três meses o processo para alterar o nome do estádio da equipa da cidade, o Ramon Carranza. Na base, a Lei da Memória histórica (agora denominada Lei Democrática), desenhada para reconhecer as vítimas da guerra civil e retirar referências ao regime de Francisco Franco. Recordar que esta lei determinou a transformação do monumento do Vale dos Caídos, nos arredores de Madrid, em cemitério civil, e a exumação dos restos mortais de Franco, para terminar com as romarias ao seu túmulo. Este foi transladado pela família para um cemitério privado. Carranza foi presidente da câmara nos anos 30 e aliado franquista durante a guerra.

 

Acontece que o opção mais votada foi recusada, percebendo-se porquê – a maioria das pessoas votou Estádio Carranza, o que na verdade pouco mudaria. De fora também as que têm referências a pessoas ou ex-jogadores. Também foram recusadas propostas como Francisco Franco ou Santiago Abascal (presidente do Vox, associado à extrema-direita).

 

Através de consulta popular chegaram várias outras propostas: Tacita de Prata (119 votos), Baía de Cádiz (77), Novo Mirandilha (57), Gadir (52) ou Cidade de Cádiz (56).

 

Mantém-se, no entanto, a polémica, havendo divisão entre quem considera que estádio Carranza não está em incumprimento com a lei da Memória Histórica e quem ache que cumpre a norma.

 

Os nomes aprovados vão passar por uma junta da autarquia local e depois ser submetidos a referendo local.

 

Na cidade, o nome Carranza está ainda ligado ao troféu de futebol jogado no verão, uma ponte, e dava o nome a duas avenidas – uma delas já mudou para 4 de dezembro.

 

 

 

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