«Grande plantel não é só vedetas!»

FC Porto 14-08-2020 10:23
Por Redação

Carlos Secretário aplaude a aquisição de Carraça, tendo autoridade para falar como uma das grandes referências do FC Porto como lateral-direito, tendo feito 10 épocas no clube e realizado mais de 300 jogos. A contratação que gerou surpresa e até desconfiança nas redes sociais em páginas afetas aos azuis-e-brancos, é interpretada pelo técnico do Créteil - 3ª Divisão, de França - como uma solução inteligente, encorpada no adn de Sérgio Conceição e também por respeitar a premissa de um FC Porto vencedor no passado com apostas internas, como já o foram, para a direita defesa, Paulo Ferreira e Bosingwa, este também oriundo do Boavista, ambos campeões europeus.

 

«Por aquilo que vi e pelo que já me disseram, estamos a falar de um jogador com um espírito competitivo enorme, de raça e muita vontade. Pode não ser extraordinário mas pode fazer mais que uma posição. Conhece o campeonato e vem a custo zero. Um plantel não tem de ter só grandes vedetas, é preciso gente abnegada. E o Carraça é desse tipo!», gaba Secretário.

 

«Não é só qualidade futebolística. O Sérgio está contratar pela qualidade humana, pela sua maneira de estar no balneário e pela capacidade de incentivar os colegas», expressa, deslindado uma linha de comparação com aquisições feitas em eras triunfadoras.
«Podemos olhar ao passado, no sentido de ser um jogador português habituado à Liga. E também ao caráter de dar tudo em campo. Este tipo de jogadores são importantes, a jogar ou como segunda opção. Às vezes surgem, assim, as grandes referências», augura Carlo Secretário, partindo para o despique pela titularidade.


«O Carraça tem 27 anos, está numa fase boa e madura da carreira, tal como o Manafá, muitas vezes criticado mas que acabou a época muito bem. Tem vindo a subir e a ganhar confiança. São jogadores de caraterísticas diferentes para jogos diferentes mas os dois têm algo muito importante: fazem mais que uma posição», enaltece o técnico dos franceses do Créteil, analisando investidas específicas dos dragões nos últimos anos.

 

«Os melhores do mundo dão 60, 70 ou 80 milhões por reforços e depois eles não rendem. O FC Porto não foge à regra, umas contratações funcionam e outras não. Será sempre assim, isto não é uma ciência exata. No cômputo geral, tem tido bons laterais, há um ou outro que não se tem adaptado. Quando não se anda em primeiro, há sempre barulho.»
 

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