Artur sobre Sérgio Conceição: «Não há quem sinta as derrotas como ele»

FC Porto 10-08-2020 12:50
Por Pedro Cadima

Rei Artur, assim chegou batizado a Portugal Artur, tricampeão pelo FC Porto, chamado por António Oliveira para brilhar num ataque que tinha também Jardel. Já impressionara e muito ao serviço do Boavista. Artur e Jardel brilham juntos em San Siro numa inesquecível vitória azul por 3-2. Artur faz 92 jogos e marca 20 golos. Hoje treina o Castanhal, do Pará, mas não esquece o festim de títulos na invicta e a dobradinha de 1997/98. Tinha Sérgio Conceição - celebrou três anos que se iniciou como treinador dos dragões, abrindo o campeonato de 2017/2018 com uma goleada sobre o Estoril (4-0) -como companheiro e a sintonia era perfeita.


«Foi uma honra essa época. Fico feliz pelo Sérgio de ter alcançado nova dobradinha agora como treinador. É um amigo, que conhece bem a casa e gosta muito do clube. Foi olhado com desconfiança, foi questionado em alguns maus momentos. É sempre fácil apoiar uma equipa que está na frente. Mas os verdadeiros apoiantes estão sempre contigo e o FC Porto teve isso dos seus adeptos, a claque comandada pelo ‘Macaco’ fez a diferença, blindou a equipa, apoiou e mostrou que acreditava. Isso é importante para os novos Muitos achavam que o campeonato tinha ido para o ralo mas o trabalho acabou dando resultado», assegura Artur.


«Aconteceu de tudo! Uma pandemia que parou o mundo, isso foi prejudicial para alguns. O FC Porto também teve dificuldades ao recomeçar, pois perdeu o primeiro jogo. Depois vieram as vitórias e os tropeções do Benfica. Vencer o maior rival duas vezes faz mossa e psicologicamente foi uma vantagem levada para a final da Taça. Não foi tão pressionado e explorou a intranquilidade do outro lado», garante Artur, agora com 57 anos, rebobinando os momentos de flagrante prazer nas Antas com o atual técnico dos portistas.


«As lembranças do Sérgio levam-me para alguns golos. A começar por Milão, ele a agarrar-me e a puxar-me com força, eu a querer festejar junto do banco. Tentava escapar dele! Depois há outra comemoração conjunta na final da Taça. E um ambiente espetacular no balneário», confessa, descrevendo a fera competitiva.

 


«Sérgio não gostava de ficar de fora. Quando não se joga é uma azia natural. A competitividade dele começava logo nos treinos físicos. Ele e o Paulinho Santos venciam todos, iam até à exaustão. Disputavam entre os dois a ver quem era o melhor. Teve sempre um forte espírito de competição, aprendeu muito no clube, absorveu essa mística. Por isso é importante ter um treinador bom conhecedor da casa, fica mais fácil conduzir a equipa. Outros passaram que não sentiriam certamente as derrotas tanto quanto o Sérgio, um verdadeiro portista. E é com as derrotas que mais se aprende. O FC Porto tendo Sérgio será sempre bem defendido», revela. 
 

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