Balotelli pensa na 1ª Divisão, mas ainda não sabe se vai jogar na Liga 2

Arouca 07-08-2020 16:56
Por Pedro Cadima

O Arouca já trabalha a perspetivar a disputa da Liga 2, enquanto não vê confirmado o seu futuro desportivo, já que o Tribunal Arbitral do Desporto indeferiu a subida aos campeonatos profissionais do Arouca e Vizela, decretada pela Federação Portuguesa de Futebol para resolver o impasse de uma resolução classificativa no Campeonato de Portugal face à pandemia. Os arouquenses anunciaram Armando Evangelista para o leme e apressaram a definição do plantel que conta com nove incorporações, que somaram a 13 permanências entre elas o médio Pedro Moreira (ex-Boavista, FC Porto e Rio Ave), que havia sido contratado como jogador livre e apenas havia tido oportunidade de se estrear a 8 de março, na última jornada antes da paragem, ficando com 26 minutos de saldo de uma época. Entre os reforços está um nome promissor: Gustavo Balotelli. O atacante brasileiro, de 24 anos, vivia o drama dos salários em atraso na Grécia, ao serviço do Apollon Larissa, da 2ª Divisão, aceitando o repto português quando já tratava do seu regresso ao Brasil.


Formado no Bahia, Gustavo arrancou aos 18 anos para o Japão onde atuou no Nagoya Grampus e Roasso Kumamoto, por cedência do conjunto baiano, que também o emprestou mais tarde ao Ho Chi Minh CIty, do Vietname. Foi carregando alcunha famosa pela Ásia, embora desligado dessa associação ao polémico craque italiano.


«Não tive oportunidade de ser profissional no Bahia, comecei por sê-lo no Japão. O apelido já vinha de trás. Gosto do Balotelli, do seu futebol mas acho que temos caraterísticas bem diferentes. A coisa pegou quando ele estava no Inter e decide fazer um moicano. Eu imitei-o no visual e um companheiro começou a chamar-me de Balotelli. Levo na boa, podem chamar o que quiserem, mas estou a tentar virar isso. Prefiro que me chamem Gustavo», reclama o avançado do Arouca, mantendo a cabeça limpa sobre a incerteza da divisão em que estará o Arouca.


«É difícil falar, não sabemos quando os jogos vão começar, as datas mudam constantemente. É difícil prever, mas o grupo está a trabalhar de forma firme. É uma equipa forte com jogadores de qualidade, uma base boa, concentrada em jogar para poder subir à primeira. Foi uma proposta que apareceu numa altura que precisava sair da Grécia. Estava à espera que me pagassem. Percebi que era um bom projeto, de um clube que tinha acabado de subir. Venho com o desejo de conquistar títulos, fazer um campeonato bom e ir para uma equipa grande. Uma carreira sem títulos não faz sentido», avisa, absorvendo com calma os encantos da cidade.


«Os jogadores que já cá estavam ensinam o que se pode ou não se pode fazer. Reparei que é uma cidade pequena onde tudo se sabe, que também é turística, já me apresentaram alguns locais. Temos de estar focados no futebol. Vim para jogar, o negócio de turismo é só nas férias. Não há tempo para nada, é só treinar, treinar e treinar», aclara Balotelli, esperançado em vingar em Portugal.


«Não conhecia nada, tenho-me informado agora. Sonho passa por chegar a um FC Porto ou Benfica, que estão sempre a discutir o campeonato, as finais e sempre presentes nas provas europeias. Se quero fazer uma carreira maravilhosa e ser lembrado tenho de chegar aí», evidencia Gustavo Santos, encerrando com uma análise dos momentos que a carreira já lhe proporcionou.


«No Japão foi tudo bom, desde à cultura às pessoas, que eram muito amorosas e carinhosas. Estava rodeado de outros brasileiros. Foi fantástico, tanto a experiência de jogar como viver. Vietname foi para esquecer pela cidade para onde fui, era realmente horrível. Na Grécia a cidade era boa, havia algumas pessoas boas, colegas maravilhosos mas não pagavam. Continuo com salários em atraso dessa altura. Era uma estrutura complicada mas a equipa deu  o seu melhor e não foi uma época má», explica.
 

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