António Freitas suspeita das relações próximas entre as SAD do Aves e do Cova da Piedade

Aves 31-07-2020 15:47
Por F.C.R.

«A Liga apoiou-me e louvou-me. Contra tudo e contra todos consegui que o Aves comparecesse aos dois últimos jogos. Eu e a minha Direção é que trabalhámos para isso. A SAD não queria que o Aves jogasse, mas consegui ganhar essas duas batalhas e a Câmara só me ajudou com um autocarro [para a deslocação a Portimão]. Eu suspeito de muita coisa… Não fui que disse que o Aves não se iria apresentar a jogo, foi a SAD. Eu sinto-me vitorioso, porque consegui vencer a SAD. Que dizia que os jogadores não iriam aparecer. Mentira! Apareceram!», acusou o presidente do clube, em declarações a A BOLA TV, deixando de forma contundente uma pergunta - «quem iria beneficiar se o Aves descesse?» -, com a respetiva resposta a sair célere: «O Cova da Piedade. Parece que há excelentes relações entre elementos da SAD do Aves e do Cova da Piedade [liderada pelo empresário de ascendência chinesa Kuong Chun Long, n. d. r.]. Portanto, investigue-se!»

 

António Freitas, embora dizendo que «a esperança é a última a morrer», reconheceu que a decisão da Comissão de Auditoria da Liga em nada o surpreendeu.

 

«Tinha tido uma reunião na Liga com um elemento da SAD e com os advogados. Com a experiência que tenho como empresário vi logo que muitos dos pressupostos não estariam preenchidos, pelo que não foi surpresa alguma não conseguirmos o que era necessário para, pelo menos para já, competirmos no futebol profissional», partilhou, de uma coisa estando certo: se o tribunal não aprovar o Plano Especial de Revitalização requerido pela SAD o Aves vai ao fundo.

 

«Estamos a correr contra o tempo. Eu já tinha alertado que se fosse o caminho fosse o PER ele já devia ter sido pedido há vários meses. Se for viável tenho já investidores idóneos, se não for aprovado nada há a fazer», declarou o dirigente, triste, afirmando-se amarrado por um «colete de forças» e clamando por ajuda: «Além da realização dos dois últimos jogos, também estou a custear o clube. E têm sido os sócios mais humildes os que mais me têm ajudado. Pergunto aos sócios que tem mais disponibilidade e que me consideram uma pessoa seria por que razão não ajudam? Não basta dizer força, ânimo. Preciso de todos os que possam ajudar com verbas que seriam respostas de imediato quando entrasse o dinheiro da Câmara. Até na publicidade as pessoas retraem-se, porque não sabem em que divisão vamos jogar…» António Freitas,

 

que recorda para os mais distraídos ter sido eleito para a Direção do clube e não para a SAD, não quer que os sócios lhe coloquem «o ónus desta situação nas costas» e diz que «há algo» que o «tem deixado bastante triste» nestes dias, coisas que, porém, vai guardar para se para depois explicar tudo aos sócios numa assembleia geral», pois é essa a sua missão.

 

De críticas também não se livra o anterior executivo liderado por Armando Silva.

 

«Da antiga Direção estão todos muito caladinhos. O exercício deles foi uma péssima gestão, que levou a que viessem estes investidores. Enquanto os resultados desportivos foram bons ajudaram a esconder a péssima gestão. Eu tenho uma Direção extraordinária, composta por jovens com muito talento, que a oposição chamava de canalha. Se a canalha é esta que tem trabalhado comigo muito e bem então se houver mais canalha com esta qualidade fico com eles todos», disse, não regateando elogios ao treinador Nuno Manta: «Que grande líder! Sempre o apreciei como treinador. Se não fosse ele, se não fossem os médicos que fizeram os testes e depois foram suspensos… nada se conseguia. Mas decorem este nome: Nuno Manta. Se o futuro passasse por mim assinava logo de cruz com este homem. E destes homens que o nosso futebol precisa. Treinadores com coluna vertebral.»                             

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