Nani recorda lesão de Ronaldo: «Vieram-me as lágrimas aos olhos»

Seleção 16-06-2020 10:57
Por Redação

10 de julho de 2016, minuto 25 do Portugal-França, na final do Campeonato da Europa. Cristiano Ronaldo, capitão da Seleção Nacional, entrega a braçadeira a Nani antes de sair lesionado do terreno de jogo, dando lugar a Ricardo Quaresma. O camisola 17 da Seleção passou a ser a voz de comando dentro das quatro linhas e assumiu que temeu o pior, mas que a saída de CR7 deu mais força a quem ficou.

 

«A lesão do Cristiano [Ronaldo] teve um impacto imenso. Quando o vi cair fiquei um pouco apreensivo, mas pensei que ia passar, que a lesão seria tratada e ele voltaria ao relvado. Mas quando ele me diz que não aguenta mais, fiquei arrepiado e triste. Mas depois respondi: "não te preocupes, vamos ganhar isto por ti". No momento em que me colocou a braçadeira, vieram-me as lágrimas aos olhos e fiquei zangado. Ao mesmo tempo, tive uma sensação estranha e só tinha vontade de dizer aos meus colegas "Vamos lá! Agora temos de jogar ainda melhor". Não o fiz, mas penso que toda a equipa percebeu o que aquele momento significou. Lutámos por ele e ajudámos a ganhar o título, um tributo merecido a um jogador que tinha dado muito à equipa e ao país e que até então no torneio estava a ser decisivo», assumiu, em entrevista à UEFA, antes de recordar outros momentos do encontro que valeu título europeu para Portugal.

 

«No jogo propriamente dito, houve três momentos que para mim foram marcantes: o remate ao poste do Gignac e um falhanço do Griezmann com a baliza à mercê. Nessa altura disse para mim que íamos ganhar. Fosse no tempo regulamentar, no prolongamento ou nos penalties, íamos ganhar. O livre do Raphaël Guerreiro à barra também foi importante para nos fazer acreditar, pois estávamos a mostrar atitude e personalidade, apesar de não atacarmos tanto como a França», recordou.

 

O encontro, todos os portugueses sabem, foi resolvido por Éder já no prolongamento, numa explosão de alegria dentro e fora do relvado. «Eu estava mais encostado ao flanco quando o Éder recebeu a bola no meio. Quando o remate partiu, vi a bola fazer um efeito um pouco estranho, como que a planar na relva. E quando ela entra na baliza... Foi uma explosão de alegria, o melhor momento do torneio! Foi tão bom proporcionar esta alegria ao nosso povo, que acreditava na conquista do título e o manifestou várias vezes ao longo do torneio. O facto de ter sido frente à França, com quem tínhamos contas a ajustar, e no seu reduto, tornou as coisas ainda mais especiais.»

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