Alfredo Esteves e o treino possível com os «seus jovens»

Austrália 26-04-2020 13:30
Por Eduardo Marques

Alfredo Esteves teve passagem efémera pelo futebol português, o Aves foi mesmo o clube de maior expressão que representou (2004/2005), passou pelo soccer americano e pendurou as chuteiras no futebol australiano, onde decidiu começar a carreira de treinador. É hoje técnico das camadas jovens do Wollongong Wolves, clube da primeira Liga do estado de Nova Gales do Sul.


«Já estou em Wollongong há 12 anos. Temos equipas dos sub-9 até à principal e neste momento estou a trabalhar com os sub-13», conta o técnico, também ele agora confinado em casa junto da sua família, num quebrar de rotina abrupto. Além dos treinos, Alfredo trabalha também na câmara local, com o seu dia a começar às 5 da manhã e a terminar depois das 20 horas. «Tenho aproveitado para passar tempo com a família sem o stresse de ter compromissos», afirma.


A decisão de parar com o futebol foi tomada a 17 de março, o recomeço está agendado para 31 de maio. Pelo meio, Alfredo Esteves e o clube elaboraram uma série de atividades e desafios para os seus miúdos. «Planeámos medidas para tentar manter os nossos jogadores ocupados e com algum nível de fitness. Temos programas online, eu semanalmente, com a ajuda do meu filho, faço um vídeo com exercícios com bola que é enviado a todas as camadas jovens para eles fazerem em casa e assim cumprem quatro treinos semanais. Além disso criámos uma página privada no Facebook onde os atletas colocam vídeos deles a treinar com os pais e irmãos e os técnicos vão observando e dando o feedback também. E lançámos desafios semanais giros, para levantar o astral, como o mundialmente conhecido do papel higiénico, dar toques na bola sentado numa cadeira, dar toques contra uma parede... O último foi darem um treino de futebol ou fitness aos pais», lembrou Alfredo, afirmando ainda que através do Zoom têm feito entrevistas com jogadores vários e treinadores.


Mesmo com tanta diversão, Alfredo confessa que os miúdos estão cansados de estar em casa, mas têm «sido fantásticos a sobreviver a esta situação», o mesmo acontecendo consigo. Pois se o confinamento lhe permite estar com a família e realizar atividades com os filhos, há outra parte em que as saudades dos treinos e dos seus craques aumenta. «Dá-me muito prazer ver os miúdos a crescer e a melhorar, é a maior satisfação deste trabalho», diz.

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