AT Lisboa vinca «dificuldades» e pede «1 a 2 horas de ténis» por dia em carta aberta a Marcelo

Ténis 14-04-2020 23:15
Por Redação

A prática do ténis «sem perder de vista a segurança» e durante «uma ou duas horas por dia, ainda que sem escolas reabertas», foi defendida esta quinta-feira pela Associação de Ténis de Lisboa, presidida por Mário Azevedo Gomes, numa carta aberta enviada ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa – conhecido fã da modalidade, presença habitual no Estoril Open e Portugal Open - bem como ao secretário de Estado do Desporto, ao presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude, ao presidente da Federação Portuguesa de Ténis, às Associações Regionais de Ténis, às Associações de treinadores de Ténis e aos clubes filiados na ATL.

 

«Permitirá a retoma de pequenas rotinas essenciais ao bem-estar de todos. Claro que o regresso à atividade tem que obedecer a regras específicas e claras, não só quanto à utilização e permanência nos clubes, quanto às obrigações de higiene individual, quanto à forma da prática a levar a efeito (por exemplo na limitação do número de jogadores por campo, na utilização das bolas, nas regras de apanhar bolas, etc.). A equipa técnica da Associação de Ténis de Lisboa já está a preparar um documento com as boas práticas, para disponibilizar aos Clubes para que preparem o regresso à sua actividade», lê-se na nota emitida.

 

«A impossibilidade de prever quando voltaremos à nossa vida normal é uma das maiores dificuldades para programar o que quer que seja, no entanto estamos certos de que quanto maior for o tempo de paragem, maiores serão os estragos e as consequentes dificuldades de recuperação, quer para os clubes, quer para os treinadores e profissionais da modalidade, quer para atletas, praticantes e simpatizantes», ressalva Mário Azevedo Gomes, a propósito da paragem devido à pandemia do Covid-19.

 

«A situação económica que vamos encontrar é uma incógnita e o ténis representa apenas uma gota de água na economia nacional, mas não deixa de ter a sua importância e de ter o poder de representar um pequeno passo para a recuperação que se adivinha difícil» reforçam na mesma nota.

 

Eis, na íntegra, a missiva divulgada pela ATL:

 

«Carta Aberta

Atualmente, a Saúde Pública é a principal preocupação de todos nós e a Associação de Ténis de Lisboa é solidária com todas as medidas impostas pelo Estado de Emergência. Como é habitual nos desportistas, sabemos manter a tranquilidade, cumprir as nossas obrigações, lutar pelos nossos objetivos e para em conjunto ultrapassarmos esta crise o mais rápido possível.

 

É enorme a vontade de voltarmos aos nossos clubes e jogar ténis, a modalidade que tanto gostamos, mas queremos fazê-lo com boa saúde e com a alegria que nos define. Esta vontade é transversal a treinadores, atletas, praticantes ou apenas simpatizantes, tal é a grandeza da modalidade.

 

Estamos conscientes de que a atividade desportiva é de maior importância para a saúde pública, contribuindo de forma fundamental na manutenção e desenvolvimento da condição física e psicológica de cada um.

 

Se a história do Ténis remonta em todo o mundo a tempos imemoriáveis, também em Portugal a sua implementação é já longa e indiscutível. Tendo em consideração as especificidades da sua prática, como o distanciamento social pela possibilidade de se jogar apenas com dois praticantes, muitas vezes apenas com a utilização de uma parede de ténis, é das modalidades que reúne melhores condições para permitir o regresso à atividade física sem constranger as medidas do estado de emergência e sem causar ou agravar quaisquer problemas de Saúde Pública.

 

A prática do Ténis pode ser uma grande ajuda a muitas famílias, como a forma de, sem riscos, permitir que crianças e adultos possam aliviar os limites do confinamento, exercitando-se, despendendo energia acumulada e recuperando alguma sensação de liberdade e confiança sem perder de vista a segurança.

 

Ainda que durante uma ou duas horas por dia, ainda que sem escolas reabertas, o ténis permitirá a retoma de pequenas rotinas essenciais ao bem-estar de todos.

 

Claro que o regresso à atividade tem que obedecer a regras específicas e claras, não só quanto à utilização e permanência nos clubes, quanto às obrigações de higiene individual, quanto à forma da prática a levar a efeito (por exemplo na limitação do número de jogadores por campo, na utilização das bolas, nas regras de apanhar bolas, etc.).

 

A equipa técnica da Associação de Ténis de Lisboa já está a preparar um documento com as boas práticas, para disponibilizar aos Clubes para que preparem o regresso à sua atividade.

 

Infelizmente, a impossibilidade de prever quando voltaremos à nossa vida normal é uma das maiores dificuldades para programar o que quer que seja, no entanto estamos certos de que quanto maior for o tempo de paragem, maiores serão os estragos e as consequentes dificuldades de recuperação, quer para os clubes, quer para os treinadores e profissionais da modalidade, quer para atletas, praticantes e simpatizantes.

 

A situação económica que vamos encontrar é uma incógnita e o ténis representa apenas uma gota de água na economia nacional, mas não deixa de ter a sua importância e de ter o poder de representar um pequeno passo para a recuperação que se adivinha difícil.

 

Por tudo o que foi dito, reforçando mais uma vez a importância da prática desportiva na saúde pública e as condições de segurança oferecidas pela nossa modalidade, os clubes de ténis de Lisboa que representamos, acreditam com veemência que os principais responsáveis pela gestão da presente crise, e que, tão bem têm lidado diariamente com cada batalha que se lhes impõe, na altura que julgarem oportuno iniciar a reabertura de algumas atividades, aliás à imagem da prática seguida por outros Países, tenham em consideração o que ora se expõe nesta carta aberta, reforçando nós que poderão contar connosco para em conjunto colaborarmos com o regresso, possível, à normalidade do nosso País.

 

Atentamente e ao dispor,

Presidente da Direção da Associação de Ténis de Lisboa

Mário Azevedo Gomes»

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