Parar e adiar qualificação para Europeu

Voleibol 08-04-2020 11:14
Por Célia Lourenço

Agradado com as decisões tomadas intramuros pela Federação Portuguesa de Voleibol (FPV), que suspendeu as competições até 31 de agosto, Hugo Silva, selecionador nacional masculino, defende terem sido as «alterações são mais que lógicas», prova de que a FPV «deu sinal bem claro que as vidas estão acima de qualquer campeonato ou competição». Com esse sentimento a prevalecer, o técnico está resignado à ideia de que o trabalho da Seleção na European Golden League e na Challenger Cup, esta última a organizar em Gondomar, esteja perdido.

 

«Estamos a aguardar indicações da CEV, mas não acredito que haja condições para se fazer seja o que for. Na melhor das hipóteses, poderiam passar parte da qualificação para janeiro. Quanto à Golden League e Challenger Cup, infelizmente não vejo outra opção que não seja anular, pois pode afetar o início tranquilo e normal da próxima época», argumentou Hugo Silva, convicto que as medidas a tomar, privilegiando a saúde dos jogadores, são óbvias. «A medida única é parar! E alterar, no caso da Seleção, a qualificação para o próximo ano, como já se fez no passado. Relativamente às provas internas, na minha opinião devíamos anular os campeonatos e não haver campeões, nem descidas e subidas», apontou o selecionador.


O técnico que, no passado, também orientou o SC Espinho e Sporting a títulos nacionais também tem uma palavra a dizer sobre o campeonato. «No limite, e em relação às equipas que investiram para subir de divisão, é um ano excecional, não devia descer ninguém e subiam as duas melhores classificadas da II Divisão até ao momento, o que implicaria disputar uma época com 16 equipas, ajustando depois no ano seguinte, ou seja, fazendo descer quatro equipas. Esta é, na minha opinião, a forma mais justa, em função desta anormalidade, quer interna quer ao nível das seleções», articulou.


Seguro de que o regresso dos jogadores após este período «nunca vai ser igual», Hugo Silva acredita, porém, ser «apenas possível atenuar e disfarçar o mau momento com que todos vão chegar», trabalhando a parte física. «O que nunca devem fazer é estarem sentados o dia todo e não se mexerem», finaliza o selecionador.

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