Manolo Bleda: paixão bielorrussa e tajique

Internacional 05-04-2020 09:42
Por Pedro Cadima

Manolo Bleda, dificilmente se encontrará o nome de um jogador tão bem implicado com os países que mantêm o futebol vivo, apesar da angústia do mundo com os avanços do Covid-19.

 

O ponta de lança espanhol, de 29 anos, passou por Castellón e Levante, antes de traçar um trajeto invulgar que o levou à Bielorrússia e Tajiquistão. Continua fiel a si mesmo e joga em Hong Kong, no Kitchee. Poucos minutos depois de encerrar o Istiklol-Khujand, respondeu-nos... feliz pela conquista da equipa onde mais realizado foi em matéria de títulos, entre 2014 e 2015.

 

«Foi um bom jogo de se ver. Fiquei contente, ainda lá estão quatro ou cinco antigos companheiros, que vou felicitar», confidencia, focado na presente oferta futebolística.

«Acompanho as ligas onde joguei e já estou aqui agarrado a um encontro da Bielorrússia. Não sei se deviam estar a competir mas, assim, posso ver um pouco de futebol», disse o antigo avançado do Belshina. Mas é sobre o Tajiquistão que fala mais.

«Fui muito feliz e é um país bonito. Difícil é jogar com frio e a 3000 metros de altura. Se não têm casos do vírus e sentem a situação controlada, não vejo mal que joguem. Se existir risco... não!», adianta Manolo, identificando um distanciamento para o que ocorre na Bielorrússia: «O Governo não impôs qualquer estado de alarme e alguns jogadores já disseram que temiam poder ficar contagiados. Por questões de saúde devia parar», explica o avançado, elogiando o talento tajique, apesar do desconhecimento global.

«Tecnicamente são jogadores muito bons, parecidos com os russos. Taticamente têm de melhorar. Mas os dois maiores clubes fazem diferença, pois concentram os jogadores da seleção», explica Manolo, que também saiu de Dushanbe encantado com o povo.

«Trataram-me de forma genial. São pessoas humildes e trabalhadoras. E são muito próximas!», descreve o avançado, que está refugiado do Covid-19, em Hong Kong. Passou pelos protestos contra a China e agora isto: «Foi um momento muito mau, dava medo sair e arriscar confrontos com a polícia. Também foram cancelados muitos jogos», recorda. Sobre o Covid-19... várias certezas.»

«Aqui tiveram uma má experiência com o SARS em 2003 e, por isso, reagiram rápido e souberam conter esta epidemia. Tenho muito respeito por esta doença mas aqui tomam-se muitos cuidados de higiene e segurança. Na Ásia combateu-se muito bem o vírus, a Europa não viu gravidade nele e custa-me ver tanta gente a morrer em Espanha por uma falha tão grande de quem governa. Não souberam solucionar o problema», lamenta Manolo.

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