Eduardo, o guarda-redes simples que lutou pelos seus sonhos

SC Braga 31-03-2020 14:45
Por Nuno Vieira

Eduardo concedeu uma interessante entrevista ao site oficial do SC Braga, na qual faz um resumo da sua carreira. O início no Mirandela, a simpatia de sempre pela baliza, a infância a ajudar o pai na agricultura e a apanhar cerejas, o seu pai do futebol chamado José Rocha e a chegada a Braga proveniente… do Vitória de Guimarães, tudo episódios recordados com saudade por parte do experiente guarda-redes, a quem muitos chamam Bicho pela forma como trabalha e também como se chateia quando perde, nem que seja nos treinos.
 

A experiência de vários anos no estrangeiro também o marcou. Génova, Istambul BB, Dínamo Zagreb, Chelsea e Vitesse foram experiências que o fazem sentir-se «um felizardo por ter passado por esses países e por esses clubes». Longe de Portugal, sentiu «saudades da família» e teve de superar barreiras difíceis, como a linguística na Turquia. «Muitas vezes tinha de ligar ao tradutor quando ia a um restaurante», lembra.

Itália foi onde sentiu maior pressão do público, num percurso onde elege «Jorge Vital e Spinelli» como os treinadores de guarda-redes que mais o marcaram. Quanto a técnicos principais, Jorge Jesus lidera uma lista que conta com Carlos Carvalhal, Domingos, Conte e Balardini.


O melhor momento da carreira aconteceu em 2010, com o segundo lugar do SC Braga e a participação no Mundial da África do Sul «Também fiz uma época brilhante na última temporada no Dínamo Zagreb», sublinha. As derrotas que mais dificuldade teve em engolir foram «o jogo com Espanha nos oitavos-de-final do Mundial-2010 e a derrota 5-1 no Dragão pelo SC Braga». «Se ganhássemos aquele jogo podíamos ter conquistado o título», frisa.


O Euro-2010 também fica gravado a letras de ouro na sua carreira, apesar ed não ter sido utilizado. «Todos acreditávamos. Depois do jogo com a Croácia sentimos que aquele título ia ser nosso», recorda, ele que passava tempo a «jogar à sueca», tendo Cédric como dupla nas cartas.

 

Para o futuro, Eduardo «gostava de ser treinador de guarda-redes», esperando ainda ficar recordado como «uma pessoa simples e que lutou pelos seus sonhos».

 

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