Pedro Proença avalia consequências da perdas de receitas e possibilidade de lay-off

Liga 31-03-2020 15:08
Por Redação

Pedro Proença sabe que jogar à porta fechada para terminar o campeonato até 30 de junho será nocivo para as receitas, numa altura que nenhum ou pouco dinheiro estão a entrar na máquina do futebol. O presidente da Liga disse, em entrevista à TSF, que é difícil calcular já as perdas.

 

«Somos uma indústria e temos já uma comissão de acompanhamento de impacto económico, em que vemos questões como os seguros, por exemplo. O grande número do dinheiro que se perde só saberemos depois do tempo que vai demorar a retoma da atividade. O futebol vai ter que se regenerar e reinventar. Depende da variável-tempo. Estamos a criar planos de contingência em função do tempo e a falar com todos os parceiros, incluindo sindicatos, Associação de treinadores, Federação, APAF. Para perceber se será necessária alguma reestruturação em termos salariais. Vamos ter todos de fazer sacrifícios e precisar de todos para fazer esta retoma», referiu.

 

Será o lay-off uma solução possível? «São instrumentos que o governo tem colocado à disposição e mediante a consequência da redução de receitas, há instrumentos que também o futebol terá de usar. Esperemos que não seja necessário, mas se as receitas reduzirem terão de ser usados também esses instrumentos. Vamos tentar evitar os processos de rotura [em alguns clubes], precisamos de todos à mesa», disse ainda.

Por último, desmistificar um pouco da polémica com o primeiro-ministro, que disse que futebol não era, nesta altura, uma prioridade.  «O futebol teve a capacidade de ser a atividade que antecipou o que ia acontecer. E pode ajudar a restabelecer o ânimo dos portugueses. Tem um papel fundamental tem que ser tratado com o respeito de outra qualquer indústria», concluiu.

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