Enzo Pérez recorda Jorge Jesus: «Era louco e obsessivo»

Benfica 26-03-2020 14:42
Por Redação

Enzo Pérez não esquece os anos em que trabalhou com Jorge Jesus no Benfica. E tem ainda bem presente o empenho do agora treinador do Flamengo em fazer dele uma das unidades mais influentes do meio-campo das águias.

 

«Recordo-me que tinha viajado para a Argentina, para representar a seleção, e quando voltei o Benfica tinha vendido o Witsel e estava para vender o Javí García. Cheguei, [Jorge Jesus] chamou-me ao gabinete e estivemos a falar. 'O único médio defensivo com as caraterísticas que eu quero és tu. Sentes-te preparado? Dou-te condições para isso’», começou por recordar o internacional argentino, em entrevista ao site da Libertadores.

 

«Disse-lhe que não tinha problemas em fazê-lo, mas que tinha de entender que durante grande parte da carreira tinha jogado por fora e jogar por dentro mudava completamente a perspetiva. Ele respondeu: 'Não te preocupes, vou fazer com que a tua carreira seja melhor e se prolongue'. Todos os dias assistia a vídeos, com a tábua e os ímanes, mostrava-me vídeos dos duplos ‘cinco’ que havia tido e qual era o funcionamento deles, porque jogávamos igual, em 4-4-2. Foi-me marcando coisas em treinos, trabalhos de equipa e individuais, para me saber posicionar. Ele era um obsessivo, um louco», salientou o jogador do River Plate.

 

Mas nem tudo foram rosas no processo de adaptação a uma nova posição em campo.

 

«Nos primeiros quatro ou cinco jogos, corria por todo o lado, mas nunca estava perto da bola. Quando queria tocar na bola tinha dois e três jogadores adversários à minha volta. Perdia a bola, não a conseguia transportar para o avançado, ocupava mal os espaços, não tinha a noção que hoje tenho. Terminava os jogos e ele abraçava-me e dizia: ‘Hoje partiste tudo, estiveste fenomenal’. Só pensava para comigo que tinha sido um desastre. Em vez de tocar 50 ou 60 vezes na bola, tocava dez e cinco dessas eram más. Estávamos ambos predispostos a melhorar e foi assim em 2013 e também em 2014, ano em que fui eleito o melhor jogador da Liga nessa posição», recordou Enzo Pérez.

 

«Na verdade, o que ele me ensinou e o entendimento que sempre revelámos foi muito bom», rematou.

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