O dia em que Toñito ajudou o Santa Clara a ganhar ao FC Porto e ajudou o Sporting

Santa Clara 02-03-2020 10:44
Por Pedro Cadima

Em Portugal ninguém esquece o espanhol Toñito, que fez carreira em Portugal ao longo de 10 anos. Das Canárias chegou a Setúbal, logo encantou Alvalade, aprimorando qualidades nos Açores, marcando pontos e gerando simpatia ainda no Bessa e em Leiria.  


Uma das melhores épocas que viveu em Portugal foi ao serviço do Santa Clara, em 2001/2002. Contribuiu com sete golos para um ótimo desempenho na Liga e para um triunfo sobre o FC Porto, por 2-1, em Ponta Delgada, naquele que ainda hoje persiste como único em duelos entre os emblemas. Com dois golos aos dragões e a Vítor Baía, Toñito cozinhou nesse 22 de dezembro de 2001 o seu cozido especial de sabores ilhéus, o seu jogo mais apaixonante e fumegante, profundamente mal digerido por um FC Porto, treinado por Octávio Machado, a perder terreno à 16.ª jornada para o Sporting.


«Tínhamos todos os complementos para complicar a vida a qualquer adversário e esse jogo saiu perfeito. As coisas saíram-me muito bem, senti uma alegria imensa pelo reconhecimento de um longo esforço. Marcar dois golos, definitivos para uma vitória, num clube humilde, é um prémio incrível, por tudo o que se vem fazendo de trás», conta.

 

A vitória sobre o FC Porto fez disparar a euforia noutras paragens. «Ao terminar o jogo, recebi imensas chamadas do continente, de amigos do Sporting a agradecer, porque também nesse dia aumentou a vantagem para o segundo título em três anos. O Sporting jogava à mesma hora em Alvalade diante do V. Setúbal e por lá cantavam uma música que já haviam feito para mim. Alguns colegas disseram-me que ao escutarem o meu nome, perceberam que era eu que estava a estragar a vida ao FC Porto de Deco, Capucho, Paulinho Santos, Carvalho e  Andrade, que eram os melhores centrais da Europa», relata.


«Para mim foi um dia especial ajudar o Santa Clara a ganhar e simultaneamente ajudar a minha equipa do coração a ser campeã», invoca Toñito, encantado só de recordar cada dia em Ponta Delgada. «Nos Açores vivi um ano muito bom,  junto de um grande treinador e de grandes jogadores, como Figueiredo, Paiva, Sérgio Nunes ou Míner. O Manuel Fernandes soube tirar o melhor rendimento de mim. É das pessoas mais importantes da minha vida, um pai que nunca tive. Estou-lhe agradecido eternamente», diz Toñito, hoje com 43 anos, rendido a essa época mágica e com evidente otimismo para a receção ao FC Porto.

 

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