Apaixonado pelo Benfica, Pedro Sousa seduz Argentina: «O Pablito Aimar é o maior!»

Ténis 17-02-2020 09:07
Por Célia Lourenço

Pedro Sousa esperou «31 anos por uma final ATP» e, domingo, quando esse momento no ATP 250 de Buenos Aires, não houve dores ou cansaço que tirassem o gostinho ao tenista português de viver cada minuto, mesmo que, ao fim de 1.11 horas, o troféu de campeão tivesse ido parar às mãos do norueguês Casper Ruud, uma década mais novo e posicionado 100 lugares acima do lisboeta, que é 145.º do ranking.

 

«Sou o primeiro a admitir que não estava nas melhores condições. Mas era uma final ATP, a minha primeira, talvez a última, nunca se sabe, e ia jogá-la de qualquer maneira. Até coxo ou de muletas», afiançou Sousa a A BOLA, incapaz de produzir as pancadas surpresa que notabilizam o seu ténis e com esgares de dor a cada aceleração do nórdico, vencedor com 6/1 e 6/4.

 

Com mais 150 pontos no ranking, mais de 52 mil euros na conta e a garantia de ascender a 107.º mundial - a 66 pontos do top 100 do qual foi 99.º em 2019 -, Sousa tem muito mais para recordar desta «semana incrível».

 

O calor, que ainda ontem levou à interrupção da final enquanto um espectador era assistido nas bancadas, esteve na origem de um dos momentos inesquecíveis. «No primeiro dia, estava um calor absurdo e fui treinar. As sapatilhas ficaram encharcadas de suor, o que nunca me acontecera. O Ruben até disse ‘deixa-as aí que ninguém leva’ quando fomos almoçar. No regresso, tinham deitado as sapatilhas para o lixo. Resultado, não podia treinar mais. Andou toda a gente à procura delas e lá as encontraram», contou entre risos.

 

«A verdade é que, como não vinha a jogar grande coisa, não contava chegar tão longe. Tive de lavar roupa duas vezes e até pedir cordas ao Guido Pella. Foi uma experiência incrível. Queria aproveitar ao máximo a oportunidade, lamento não ter jogado melhor, mas aos 40-40 no último jogo, quando público começou a gritar por mim, soube-me a vitória!»

 

Com efeito, os argentinos renderam-se ao ténis de Pedro Sousa, ao bom humor do português que, apaixonado pelo futebol e pelo Benfica, tinha de evidenciar essa paixão.

 

«O ténis está a ficar famoso em Portugal, pelo outro Sousa, o João, não por mim. As pessoas interessam-se por futebol, que também adoro. O Pablito Aimar é o maior!», disse.

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