Neil Robertson vence Dott (10-8) e conquista 18.º título no Grand Prix

Snooker 09-02-2020 23:05
Por António Barroso

O australiano Neil Robertson, de 37 anos, segundo da tabela (e campeão mundial em 2010) aproximou-se de Judd Trump no topo da hierarquia planetária ao conquistar na noite deste domingo o 18.º título em provas de ranking da sua carreira, o World Grand Prix, após vencer na final da prova, que neste dia terminou em Cheltenham (Inglaterra) o escocês Graeme Dott, de 42 anos, 19.º da hierarquia (e campeão mundial em 2006) por 10-8.

 

Na sua terceira final consecutiva em três torneios e em 15 dias (!), quarta da presente temporada – venceu European Masters e Champion of Champions (esta última não de ranking), perdeu a do German Masters, antes -, o australiano somou o terceiro título da época (segundo de ranking) e superou por fim o inglês Mark Selby: ambos tinham 17 títulos. E com cinco centenárias (!) e mais cinco breaks de mais de 50 pontos nesta final, a 29.ª da sua carreira (10.ª de Dott) para ninguém ficar com dúvidas da justiça do triunfor, e com mais uma exibição intratável do profissional do hemisfério sul.

 

Robertson começou a cavar mais uma vitória na sessão da tarde, que terminou a vencer 5-3. Entrada de 55 pontos valeu-lhe o 1-0, mas o 2-0 esfumou-se com Dott a impôr-se para o 1-1 na sequência final de cores, e com o escocês a passar para a frente, pela primeira e única vez (2-1) nesta final, no terceiro parcial, com break de 56 pontos.

 

Centenária (127 pontos) deu o 2-2 ao intervalo ao australiano, no primeiro de quatro parciais de Neil de rajada: no recomeço chegou a 5-2 – mais uma centenária (110 pontos) na sexta partida e entrada de 58 pontos na sétima – e o que poderia ser 6-2 à partida para a sessão noturna foi atenuado in extremis por Graeme, de novo nas cores, para 3-5.

 

Dott voltou a encostar no recomeço da sessão noturna (4-5), mas centenária do australiano, a sua terceira no duelo (107 pontos) valeu-lhe descolar de novo para o 6-4. A tenacidade do escocês valeu briosa reação, com break de 88 pontos a voltar a colar a Neil (5-6).

 

A partir daqui, Neil voou e espalhou magia na mesa: entradas centenárias de 142 pontos (12.ª partida) e 101 pontos (14.ª), com outro break de 69 pontos sem resposta pelo meio, valeram-lhe disparar de 6-5 para 9-5: Dott estava nas cordas e a ansiedade de fechar rápido o jogo e o torneio traiu Neil no 15.º e 16.º parciais, em que teve chances para acabar com a final mas claudicou, e Graeme, de antes quebrar que torcer - tenacidade de campeões, e é, bom lembrar, são dois profissionais já campeões do Mundo... - para perigosamente se aproximar até ao 7-9.

 

Com o jogo no congelador, a frustrar intentos a um australiano temível no ataque. Mas à terceira parecia ser de vez: os 69 pontos do break de Robertson na 17.ª partida davam-lhe matematicamente a vitória mas o jogo defensivo e a tenacidade espantosa do escocês operou o milagre de, numa preta cheia de coragem e após arrancar duas faltas ao rival, encostar a 8-9 e somar terceiro parcial de seguida.

 

A interrogação quanto ao vencedor voltava a pairar: três de seguida para um escocês pleno de crença.Final já memorável, mas com glória ao campeão mas toda a honra a um vencido que tudo fez para o não ser: Graeme Dott, que mesmo no 17.º parcial, com 43 pontos de vantagem de Neil e 35 possíveis na mesa, tentou, mas não evitou o 10-8 para o australiano, após... sete horas e meia (!) de batalha à mesa. Se Neil ganhou o torneio e está numa forma soberba, Dott (re)conquistou o respeito do Mundo: exemplar entrega e coragem, numa enorme jornada de propaganda da modalidade e hino ao snooker, inesquecível.

 

O World Grand Prix pontuou para o ranking e foi a primeira de três provas do conjunto Coral Series - com Players Championship (reservado ao top 16 do ranking a um ano) e o Tour Championship (reservado ao top 8 a um ano) – para o qual há bónus de 100 mil libras (117.633 euros) à espera do jogador que mais amealhar nos três, além de levar a Taça Coral, título que Ronnie O’Sullivan conquistou em 2019 e defende.

 

O torneio foi reservado aos melhores 32 do ranking a um ano e atribuiu £400 mil (€470.533) em prémios, das quais £100 mil (€117.633) a Robertson, que sucede a Judd Trump como campeão do World Grand Prix, e £40 mil (€47.053) a Graeme Dott.

 

Welsh Open: Trump, Selby e Ding 2.ª feira já à mesa em Cardiff

 

Concluído o World Grand Prix, o World Snooker Tour volta a não parar sequer 11 horas, com os ases do pano verde a rumarem a Cardiff, no País de Gales, onde a Motorpoint Arena é o palco da quarta e última prova das Home Nations Series e seguinte da época 2019/2020 do World Snooker Tour o Welsh Open, que vai decorrer já a partir das 10 horas de segunda-feira, dia 10 do corrente mês, a domingo, dia 16.

 

Dos jogos dos 64avos deste dia inaugural do Open de Gales, quarta e última prova da época das Home Nations Series, na Motorpoint Arena – a 1.ª ronda só se conclui na terça-feira, dia 11 do corrente mês - atenção especial aos duelos Mark Williams-Oliver Lines (13 horas), Ding Junhui-Marco Fu (14 horas) e, claro para o número um e campeão mundial (2019), Judd Trump, diante de James Cahill (14 horas). Na sessão noturna, o duelo inglês entre Mark Selby e David Grace (19 horas).

 

Na terça-feira, dia 11 do corrente mês, e ainda para a 1.ª ronda (64avos de final), estreiam-se em Cardiff ases como Mark Allen (diante de Andrew Higginson (10 horas), Ronnie O’Sullivan – defronta o chinês Zhang Jiankang, às 13 horas -, Kyren Wilson perante Jackson Page (14 horas) ou John Higgins, frente a Joe O’Connor (20 horas), sem esquecer o brasileiro Igor Figueiredo ante o iraniano Hossein Vafaei (19 horas) e, claro, o campeão do torneio em 2019, Neil Robertson, perante o galês Jamie Clarke (19 horas).

 

Em jogo na prova, pontuável para o ‘ranking’ e também transmitida para Portugal (EuroSport) está cheque de £70 mil (€82.343) para o campeão, de um total de £405 mil (€476.415) em prémios. Neil Robertson defende o título da edição de 2019 (9-7 a Stuart Bingham na final).

 

Os jogos do Open de Gales são à melhor de sete parciais até aos oitavos: vence quem ganha quatro (4-0 a possíveis 4-3). Os quartos já serão à melhor de nove parciais, até cinco (5-0 a possíveis 5-4) e as meias-finais à melhor de 11 partidas, até um ganhar seis (de 6-0 a possíveis 6-5). A final será até possíveis 17 frames: é campeão o primeiro a chegar a nove (de 9-0 a possíveis 9-8).

 

Final do World Grand Prix, este domingo (campeão a negro):

Graeme Dott-Neil Robertson, 8-10

 

1.ª ronda do Open de Gales, 2.ª e 3. feira, principais jogos:

Mark Williams-Oliver Lines (2.ª feira, 13 horas)

Ding Junhui-Marco Fu (2.ª feira, 14 horas)

Judd Trump-James Cahill (2.ª feira, 19 horas)

Mark Selby-David Grace (2.ª feira, 20 horas)

Mark Allen-Andrew Higginson (3.ª feira, 10 horas)

Ronnie O’Sullivan-Zhang Jiankang (3.ª feira, 13 horas)

Kyren Wilson-Jackson Page (3.ª feira, 14 horas)

Neil Robertson-Jamie Clarke (3.ª feira, 19 horas)

Shaun Murphy-Gavin Lewis/Darren Morgan (3.ª feira, 19 horas)

John Higgins-Joe O’Connor (3.ª feira, 20 horas)

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