Euro 2020: Meio milhão de euros a dividir a Alemanha

Andebol 25-01-2020 12:42
Por Célia Lourenço

Sem medalhas no Mundial caseiro de 2019 - o 4.º lugar adensou o descontentamento -, e agora, no Europeu, de novo fora da luta pelas medalhas, a Alemanha está dividida. E é com uma pátria andebolística separada por um muro de opiniões que Portugal vai discutir hoje o 5.º e 6.º lugares, de orgulho para a Seleção Nacional, mas de muitas críticas no seio dos campeões de 2016 na Polónia.


Embora tenha conduzido a Alemanha a recordes, sendo a única equipa das 32 que disputaram a qualificação a somar seis vitórias em outros tantos jogos, com consequente acesso direto ao torneio de qualificação olímpica de abril próximo, Christian Prokop tem estado no centro da polémica desde que foi contratado para selecionador em 2017.

 

Se a carreira mediana como central não convencera, o trabalho feito aos comandos do Leipzig, que subiu das profundezas dos escalões até à Bundesliga, a poderosíssima liga germânica de andebol da qual foi eleito treinador do ano em 2013, não chegou para a opinião pública entender a primeira contratação de um selecionador por meio milhão de euros.


A herança pesada do antecessor, Dagur Sigurdsson, tornou-se de imediato uma pressão para o selecionador de 41 anos no Europeu de 2018, no qual a Alemanha defendia o título e procurava a terceira medalha de ouro.

 

A seleção foi 9.ª. Longe do esplendor três títulos mundiais e o bronze olímpico do Rio de Janeiro neste Europeu, teve a campeã Espanha e a Croácia como rivais no grupo I da main round. Precisava ganhar a uma delas, perdeu com ambas. Prokop é persona non grata e Portugal agradece.

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