OMS diz que ainda não é o momento para declarar emergência global de saúde devido ao coronavírus

China 23-01-2020 19:28
Por Redação

A Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu não declarar, esta quinta-feira, o surto de pneumonia atípica na China causado pelo novo coronavírus uma emergência de saúde pública de importância internacional.

 

A reunião de peritos, que durou mais de sete horas em Genebra, Suíça, reforçou, no entanto, as recomendações aos países para que tenham preparados sistemas de deteção de casos suspeitos e monitorizem passageiros à saída de zonas afetadas.

 

«Isto é uma emergência na China, mas ainda não é uma emergência de saúde global», disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma conferência de imprensa, adiantando que, tal como na reunião de quarta-feira, o comité de emergência «mostrou-se dividido sobre tomar ou não a decisão e está a acompanhar a evolução da situação ao minuto, podendo reunir-se de novo a qualquer altura».

 

E acrescentou. «Sabemos que este vírus pode causar doença grave e pode matar, mas na maioria das pessoas causa sintomas ligeiros», disse, ressalvando que «as vítimas mortais tinham também doenças graves de base e 15% das pessoas que contraíram o vírus até ao momento desenvolveram quadros severos».

 

E foi mais além. «Sabemos que existe transmissão entre humanos, mas por agora parece limitada a pequenos grupos familiares e profissionais de saúde com doentes infetados ao seu cuidado. Não há evidência de transmissão entre humanos no exterior, mas isso não quer dizer que não ocorra». 

 

«Ainda há muito que não sabemos. Não sabemos a origem do vírus, não compreendemos o quão rápido se espalha e não percebemos completamente as suas características clínicas ou severidade», disse ainda Tedros Adhanom Ghebreyesus.

 

O responsável máximo da OMS terminou a intervenção reiterando que o facto de não ter sido declarada hoje a situação na China uma emergência de saúde pública de importância internacional - declaração feita com o vírus H1N1 em 2009, com o Ébola em África ou o Zika na América Latina - «não significa que não se pense que a situação é séria ou que não a estejamos levar a sério».

 

Responsável, até agora, pela morte de 18 pessoas, o novo vírus tem feito alastrar os alertas internacionais, à medida que sobe o número de contagiados.

 

 

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