Bingham vence Gilbert (6-2): na sua 1.ª final do Masters ante Carter

Snooker 18-01-2020 22:13
Por António Barroso

O inglês Stuart Bingham, de 43 anos, 14.º da hierarquia (e campeão mundial em 2015), apurou-se na noite deste sábado, pela primeira vez na sua carreira, para a final do Masters, prova da época 2019/2020 do World Snooker Tour a decorrer até domingo, dia 19 do corrente mês, ao bater o compatriota David Gilbert, de 38 anos, 11.º do ranking, por 6-2, na segunda meia-final da prova, disputada no Alexandra Palace, em Londres.

 

Depois de ter ficado às portas do duelo decisivo no Ally Pally em 2016 – batido por Ronnie O’Sullivan nas meias-finais, 3-6 -, o inglês de Basildon avança, assim, para a sua segunda final em eventos da Tripla Coroa (UK, Masters e Mundial) em 25 anos de carreira (desde 1995), após vitória sobre Shaun Murphy no Mundial de 2015 (18-15).

 

Após a maratona ante Kyren Wilson nos quartos, Bingham mostrou cedo ao que vinha: entradas de 94 pontos, para o 1-0, e de 71 pontos, para 2-0, chegaram e sobraram para almofada de vantagem ante o compatriota de Tamworth, que, com quatro derrotas nas quatro finais em provas a que chegou, aspirava a estrear-se a vencer, ao fim de 18 anos no circuito (2002) uma prova domingo em Londres.

 

Começava a desenhar-se a 12.ª vitória de Stuart em 12 jogos com David Gilbert, que continua a reclamar para si o melhor break (entrada) do torneio, com 144 pontos, e que lhe poderá valer mais £15 mil (€17.608), além das £60 mil (€70.432) que, como Shaun Murphy, levou para casa por ter atingido as meias-finais do Masters.

 

Convicção que mais se acastelou num terceiro parcial em que Gilbert acusou a pressão e nervos: falhou a castanha do 1-2, Stuart limpou para o 3-0. Gilbert atenuou para 1-3 antes do descanso, após Bingham falhar vermelha longa para o canto mais próximo da bola amarela, com David a limpar a mesa na primeira centenária do jogo: 131 pontos.

 

No reatamento, Bingham continuou a errar (muito) menos do que Gilbert, que pareceu, uma vez mais, claudicar sob pressão, e arrebatou importante parcial inaugural: 4-1, para ficar a um da final logo a seguir, com entrada de 75 pontos para o 5-1. A reação briosa de David valeu, com duas entradas ganhadoras, 87 pontos e atenuar para 2-5.

 

Mas já era apenas uma questão de tempo, ou de um milagre, evitar o destino traçado. Acabou tudo logo a seguir, em menos de três horas de jogo, com entrada de 62 de Bingham abençoada por enorme chouriço (vermelha para um buraco, não entrou mas fê-lo... noutro), uma falta de Gilbert e nova bola de sorte de Stuart, muito mais confiante e bafejado pela fortuna, para o 6-2... e para a final do Masters. Pelo meio, mais duas bolas embolsadas com calçadeira noutras bolas, também muita sorte. Bingham teve tudo, era o seu dia.

 

Ali Carter, de 40 anos, 17.º da hierarquia, que venceu Shaun Murphy, de 37 anos, 10.º do ranking (e campeão mundial em 2005), por 6-3 na outra meia, realizada durante a tarde deste dia, será o compatriota e rival de Stuart na final do Masters, domingo, onde ambos os ingleses se estreiam. E Allister (Ali) leva vantagem no histórico de duelos com Bingham: em 27 jogos, um empate (na Premier League), 15 vitórias de Carter e 11 de Bingham. A final é jogada domingo em duas sessões, à melhor de 19: é campeão e sucederá a Judd Trump (10-4 a Ronnie O’Sullivan na final de 2019) o primeiro a vencer dez frames: de 10-0 a possíveis 10-9.

 

O Masters é reservado aos melhores da hierarquia mas esta edição, pela primeira vez, pode ser um profissional fora do ‘top 16’,Ali Carter, 17.º - só em prova em vez de ver pela televisão por Ronnie O’Sullivan declinar jogar - a vencer, e não pontua para o ranking. O torneio no Alexandra Palace atribui £725 mil de prémios (€851.057): £250 mil (€293.468) ao campeão e £100 mil (€117.387) ao vice-campeão - quantia mínima que tanto Carter como Bingham já têm garantida - e é transmitido para Portugal (EuroSport).

 

Em nota de rodapé, ainda que o World Snooker Tour terá um regresso (andou na alta roda de 2017 a 2019) em 2020/21, e duas épocas: o inglês Ashley Hugill, de 25 anos, sagrou-se campeão do Mundo de amadores em St. Paul’s Bay (Malta), ao vencer o ucraniano Iulian Boiko por 5-3 na final do World Snooker Federation Open, onde Diogo Badalo (Académica) representou Portugal e foi 65.º classificado, entre 156 jogadores.

 

Meias-finais, este sábado (apurados a negro):

Shaun Murphy-Ali Carter, 3-6

David Gilbert-Stuart Bingham, 2-6

 

Final do Masters, domingo:

Ali Carter-Stuart Bingham (13 e 19 horas)

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