Como um acidente de mota levou Madjer a ser o melhor na praia

Entrevista 02-01-2020 12:37
Por Miguel Mendes

Para grande parte dos portugueses praia é sinal de férias, lazer, convívio familiar. Para Madjer é trabalho. Árduo. Onde cresceu e foi educado. Durante 22 anos de uma longa carreira que terminou com um título mundial. Só que não se trata de uma carreira qualquer. Falamos do grão de areia mais valioso de Portugal e do Mundo. João Vítor Tavares Saraiva nasceu em Luanda, a 22 de janeiro de 1977. Com apenas três meses veio para Portugal e aqui se tornou Madjer.

 

- Quando é que se dá a transformação do João para o Madjer?
- É curioso, sendo eu sportinguista. Em 1987, quando o FC Porto é campeão europeu, com o célebre golo de calcanhar do verdadeiro Madjer, os amigos de infância diziam-me que era parecido com ele a correr, jogar, a própria expressão… Começou como o miúdo Madjer e ficou.

- Há alguma história de infância e juventude que o tenha marcado?
- Várias. As histórias das motas, das bicicletas, acidentes, que eram uma constante naquele grupo de amigos que tinha. Mas o que mudou a minha vida foi o acidente de mota que tive com 17 anos. O sonho de ser jogador de futebol foi interrompido, pois tive dois anos parado, pelo acidente. Mas foi nessa fase que surgiu o futebol praia na minha vida.

 

 

-Consegue estar na praia a relaxar e a apanhar banhos de sol?
- Nunca consegui (risos). Nunca dormi na praia. Não sou de estar deitado na praia, sou mais ativo, seja com o meu filho, a dar uns toques na bola, seja com amigos. Se calhar agora vou ter mais tempo para estar deitado.

 

- E jogar só por brincadeira?
- Por vezes na praia abordam-me… ‘Olha lá, vamos lá dar uns toques’. Acho que as pessoas ficam surpresas com a minha decisão de ir sempre (risos). Tenho de estar sempre em atividade e se me chamarem vou logo. Já joguei várias vezes com desconhecidos.  


- Vamos acabar com as dúvidas: o Madjer terminou ou não a carreira?
- Vou internamente com Sporting, porque tenho ligação contratual, decidir o próximo passo. Na Seleção sim, a nível internacional também. Não posso dizer se vou estar enquanto jogador, mas que a minha ligação ao Sporting vai manter-se posso. O meu projeto passa por ficar ligado a uma modalidade que a dei 22 anos da minha vida.


- Gostava de se despedir em Portugal?
- Gostava. Fiz uma despedida no Mundial, mas gostava de fazer uma em Portugal. Acho que seria meritório, principalmente para as pessoas que fizeram história comigo. Seria na Figueira da Foz. É um lugar emblemático, onde se conquistou muito.

 

- ...

 

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa de A BOLA

 

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