Hélder Cristovão: «Aos 16 anos, já via o nível a que o Renato podia chegar»

Lille 20-12-2019 20:00
Por Redação

Agora no comando do Al-Ettifaq, da Árabia Saudita, Hélder Cristovão passou cinco temporadas no comando técnico da equipa B do Benfica, e em entrevista ao SoFoot, falou de Renato Sanches, um dos jogadores que treinou durante esses anos.

 

«O Renato era um jogador dinâmico, com grande qualidade técnica ofensiva e defensiva. Por isso é que não hesitei em lançá-lo aos 16 anos. Na altura, já o nível a que ele podia chegar», disse.

 

Questionado sobre o lançamento ainda com idade de juvenil, garantiu que foi a decisão correta, à semelhança de… João Félix. «Sabíamos que ele tinha o talento para responder no campo. Aconteceu o mesmo com o João Félix, que também começou na equipa B aos 16. Se fizermos um paralelo entre os dois, ganharam o Golden Boy. Foi uma escolha acertada. O Renato chegou ao Benfica com 9 anos, foi acompanhado durante anos e programado para ser profissional», comentou.

 

Durante os cinco anos, Cristovão treinou vários craques que saíram da formação do Seixal, não conseguindo escolher o melhor. «Inevitavelmente, o Renato e o João foram os que tiveram mais impacto, porque começaram aos 16 e ganharam o Golden Boy, mas em cinco anos vi jogadores como Bernardo Silva, João Cancelo, Nélson Semedo, Gonçalo Guedes, Victor Lindelof, André Gomes… Podia continuar a lista. É impossível escolher um destes».

 

Sobre a subida do médio agora no Lille à equipa principal, não se mostrou surpreso com o impacto imediato. «Eu sabia que ele ia ter sucesso. A transição da equipa B para a principal foi natural. O Benfica não deixa ninguém entrar na A. O jogador chega quando está pronto, e ele estava. Um pouco como o Rúben Dias, que esteve a muito bom nível na B e agora é titular indiscutível na A e jogador da Seleção Nacional».

 

Depois de um caminho atribulado no Bayern, Cristovão assegura que Renato encontrou no Lille a casa ideal. «Por agora, é o clube perfeito para ele. Está feliz. É um clube que confiou nele ao comprá-lo. É um sinal de esperança que lhe depositaram. As palavras do treinador e do diretor desportivo deram-lhe confiança. Ele sente-se desejado, adorado e é nessa situação que é melhor. O ambiente também é perfeito com um diretor desportivo português (Luís Campos) e com outros portugueses, como o José Fonte.

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