Pool: Miguel Silva 15.º nos apuramentos do Mundial de ‘Bola 9’ no Catar

Bilhar 15-12-2019 23:16
Por António Barroso

O madeirense Miguel Silva, de 41 anos, atleta da Academia de Bilhar Miguel Silva (ABMS), do Funchal, único representante de Portugal nos Campeonatos do Mundo de Pool na disciplina de Bola 9, que decorreram até sábado, dia 14 do corrente mês, em Doha (Catar) conseguiu para o País o 15.º lugar entre 128 jogadores nos apuramentos para o quadro final da competição, na prova organizada pela Qatar Billiards and Snooker Federation (QBPF) a meias com a European Pocket Billiards Federation (EPBF), a maioria deles profissionais, ao contrário do madeirense, amador.

 

26.º do ranking da EPBF, Miguel Silva foi, por isso, o único selecionado pela instituição que rege o Pool no velho continente, de entre os 24 da Europa, para integrar a competição, onde conseguiu um quinto lugar e chegar aos quartos de final, no primeiro dia, e dois terceiros lugares (baqueou apenas nas meias-finais) dos dias subsequentes: ficou à beira do apuramento para o quadro final de 14 atletas - na quase totalidade asiáticos e orientais, grande potência desta variante do bilhar -, na 15.ª posição, ainda assim com tempo para obter vitórias retumbantes.

 

No primeiro dia, um desaire ante Can Wong (5-7) travou caminhada que se iniciara para Miguel Silva com uma vitória ante Kenga Suzuko, por 7-5. Abdul Aziz, do Catar, também caiu (era eliminação direta desde o início) às mãos do conterrâneo de CR7, por expressivos 7-2, assim como o filipino Israel Rota (7-2), caminhada apenas travada, neste segundo dia, Kong Nji Hong (Hong Long): derrota, por 3-7.

 

No último dia nos panos azuis com os melhores do Mundo nesta disciplina de Bola 9, celebrizada por Paul Newman e Tom Cruise no filme A cor do dinheiro  – embolsar as bolas por ordem, da 1 à 9, com esta por último, ou a bola 9 com auxílio da branca (ou de outra bola) desde que jogue à bola de ordem primeiro, mesmo sem ter embolsado as outras oito antes -, Miguel Silva  venceu Muhamad Al Mamadi (Kuwait) por 7-3, e o austríaco Mario He, por 7-5, antes de, nas meias-finais, ser travado por um atleta de Taipé, Kun Li Wun, e apenas na negra (6-7). Cm 96 jogadores diretamente apurados para o quadro final, e 14 apurados das qualificações, que o madeirense disputou, ficou, assim no 97.º lugar, mas feliz pela nova experiência

 

«Agradeço aos meus pais e patrocinadores. Foi uma ótima experiência e uma honra representar Portugal e a Europa nestes Mundiais. Espero e quero voltar. Tentei prestigiar o País o melhor possível, não deu para mais. Os asiáticos são muito fortes, praticamente só defrontei atletas orientais, foi muito exigente. Aprendi», disse a A BOLA o madeirense, já este domingo, e de volta aos panos azuis nacionais.

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