Polícia investiga venda de máscaras de Hitler no centro de Praga

República Checa 02-11-2019 17:41
Por Redação

A denúncia por parte dos embaixadores de Alemanha e Israel no país da venda de máscaras de Adolf Hitler no centro de Praga levou a polícia a iniciar uma investigação «para confirmar se a venda constitui algum tipo de crime de ódio», segundo o ministro do Interior checo, Jan Hamacek.

 

«Os checos sofreram muito sob o regime nazi. Como é possível que se venda este lixo no centro de Praga?», escreveu na rede social Twitter o embaixador alemão na República Checa, Christoph Israng, acrescentando no post a imagem da loja onde as máscaras de borracha do ditador foram vendidas, aparentemente por ocasião do Dia das Bruxas (Halloween).

 

Já o embaixador de Israel, Daniel Meron, considera que as máscaras significavam «uma afronta aos sobreviventes do holocausto e à sua memória».

 

«Oitenta anos após o início da II Guerra Mundial e 75 depois da libertação do Campo de Concentração de Auschwitz (Polónia), precisamos de unir forças para lutar contra essa disseminação de extremismo e ódio», salientou.

 

Os historiadores estimam que até 250 mil judeus checos tenham sido mortos durante o Holocausto, durante a ocupação do país por parte do regime nazi liderado por Hitler.

 

Desde 1991, a República Checa proíbe qualquer exibição pública de ideologias ou movimentos que visem suprimir direitos e liberdades ou incitar ao ódio, embora os símbolos nazis não estejam explicitamente proibidos - na Alemanha e na Áustria é expressamente proibida a exibição de ideias e objetos ligados ao nazismo.

 

Ainda assim, e de acordo com a agência de notícias checa CTK, num passado recente a polícia do país já investigou a venda de máscaras de Hitler, tendo concluído que tal, por si só, não constituía crime.

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