Entrevista de Camacho: «Fiquei benfiquista para toda a vida»

Benfica 23-06-2022 11:08
Por Entrevista de Pereira Ramos

Treinador do Benfica em dois períodos - 2002/2003 a 2003/2004 e em 2007/2008 -, tal como do Real Madrid, entre outros, foi também selecionador de Espanha. Aos 67 anos continua a ser uma referência do futebol atual. Conta-nos as suas vivências como jogador, técnico, até comentador televisivo. E agora como dirigente. Desde que deixou a Luz leva o Benfica no coração.


Foi contratado pelo Benfica, pela primeira vez, em 2002. Pode contar-nos como tudo de passou para assinar pelo clube?


- Primeiro contactaram-me telefonicamente e depois Luís Filipe Vieira veio à minha casa de Madrid. Pareceu-me uma pessoa muito sensata, explicou-me o projeto. Tinha deixado a seleção de Espanha, estava livre, queria treinar, sabia que o Benfica era um clube importante,  com prestígio, senti-me atraído, gostei da ideia e aceitei a oferta de Vieira.


- Ao chegar, houve alguma surpresa?


- O clube tinha muitos problemas, o campo estava num estado lamentável. O que mais me surpreendeu foi que num clube como o Benfica houvesse tantas dificuldades para treinar. Todos os dias mudávamos de campo, muitas vezes entrávamos no autocarro e não sabíamos onde íamos treinar, dávamos voltas e voltas e acabávamos não sei onde. Isso, numa instituição com a dimensão do Benfica, era, no mínimo, surpreendente.


- Dificultou bastante então…


- Essa situação dificultava muito as coisas. Não havia condições para fazer um bom trabalho e eu o que procurava era ajudar o clube a ultrapassar o momento difícil que vivia. Apesar de todas as dificuldades, fizemos um bom papel, ganhámos a Taça, ficámos em segundo lugar no campeonato e não me posso queixar de nada. Sempre fui muito bem tratado e fiquei benfiquista para toda a vida.

Leia a entrevista na íntegra na edição impressa e na edição digital de A BOLA. 

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