´Mãe´ Suzane impressionada com a evolução da Seleção

Futebol Feminino 14-09-2021 15:28
Por Rafael Batista Reis

Já está em Istambul a comitiva da Seleção Nacional feminina, que partiu na tarde desta segunda-feira desde Lisboa rumo ao primeiro encontro de apuramento para o Mundial 2023, a realizar esta quinta-feira, em Alanya, com a Turquia enquanto adversária.

 

Antes da partida, Suzane Pires abordou junto da imprensa este primeiro encontro, ao qual se segue de imediato nova deslocação a Israel para defrontar a seleção da casa, que poderá constituir o seu regresso em jogos oficiais mais de quatro anos após a última aparição com as cores de Portugal.


Na última ocasião em que a luso-brasileira representou a seleção esta vivia o momento mais alto do seu historial até então, mais concretamente o Euro 2017. Depois de disputar um Europeu por Portugal, Suzane sonha agora jogar um Mundial, um feito que a equipa das Quinas procura concretizar pela primeira vez e nem mesmo o facto de iniciar a fase de qualificação com dois jogos na condição de visitante desmoraliza a médio criativa, que se mostrou impressionada com a evolução que encontrou na equipa após tão longa ausência.


«Os dois países têm qualidades diferentes, que lá há e aqui não há, que aqui há e lá não há, mas nos dois lados há muita qualidade nas jogadoras e eu vejo isso nas mais novas que vêm subindo tanto lá como aqui, a partir das categorias de base. Aqui vejo que há meninas que quando eu cá estava antes estavam nas sub19 e hoje estão na seleção A e eu estou a vê-las», elogia a médio de caraterísticas ofensivas que se salienta como a primeira mãe a fazer parte de uma convocatória da Seleção Nacional, o que constitui um óbvio motivo de orgulho para a própria.


«Sim, com certeza. Muitas vezes as meninas pensam ‘ah, não quero engravidar porque depois não consigo voltar’ e na verdade sinto o meu corpo como antes, se não melhor também por vezes, a energia que sinto que tenho, a motivação…então, com certeza que dá, podem colocar na cabeça que dá para se ser mãe e jogar em alto nível. Deixar o meu filho em casa foi a minha maior preocupação quando voltei a jogar, tanto quanto tinha jogos fora e tinha de dormir fora, no hotel, tinha a preocupação de saber dele…sabia que ele ia ficar bem, mas a minha dúvida era se ia ter muitas saudades e se ia aguentar», recordou.

 

«Com a ajuda das minhas colegas de equipa deu para conseguir e aqui também, as meninas têm sido muito boas comigo, toda a gente, e acaba por ser mais fácil», indica Suzane, que também no Brasil compete ao nível de clubes – representa a Ferroviária, vencedora da última Copa Libertadores – e ainda procura o primeiro golo ao serviço de Portugal. 

 

«Acho que o importante é sempre a equipa sair com a vitória, independentemente se eu fizer golo ou não, mas seria muito bom, marcar golos é sempre muito bom», indica Suzane, ansiosa por marcar, quem sabe, já na partida ante a Turquia.

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