Liga fecha negócio milionário mas pode acabar em tribunal

Liga 13-04-2021 08:09
Por Ricardo Quaresma

O principal campeonato do futebol português vai passar a chamar-se, já a partir da próxima época, Liga Bwin. O acordo entre a Liga Portugal e a Bet.pt, empresa cujo acionista maioritário é, ainda, Joaquim Oliveira, está fechado e garante ao organismo liderado por Pedro Proença um contrato milionário, o mais alto de sempre a envolver o naming da competição.

Ninguém confirma os números do contrato (nem sequer a sua duração), mas A BOLA sabe que são muito superiores aos 4,8 milhões de euros por época pagos pela NOS nos últimos anos e, até, bem mais altos que os €5,5 milhões por temporada que a Betano, outra casa de apostas que esteve na corrida para ser naming sponsor, ofereceu num negócio que esteve quase fechado.

Mas quando tudo parecia pronto para as duas partes oficializarem o contrato a Liga Portugal recuou, lançando para a mesa como justificação para a quebra das negociações uma cláusula contratual ativada por outro parceiro. Algo que motiva, por parte da empresa, críticas veementes ao comportamento da Liga Portugal, através de uma carta enviada aos clubes por Panos Konstantopoulos, responsável do gabinete de marketing da empresa.

Salientando que fará valer todos os seus direitos pelo acordo finalizado com a Liga Portugal - e admitindo o recurso aos tribunais por ter chegado a acordo com patrocinadores tendo como base um contrato que dava como certo -, Konstantopoulos deixa duras críticas aos representantes do organismo português nas negociações. «Acreditamos fortemente que, a bem da sua credibilidade e na defesa dos interesses coletivos dos seus membros individuais, se não por outra coisa, a Liga Portugal (sendo a sexta maior liga profissional da Europa) devia estar sempre preocupada em lidar com eventuais patrocínios e parceiros que estejam motivados a investir seriamente na competição com a atitude mais profissional, impecável e exemplar possível, expectativas razoáveis que os representantes da Liga Portugal não cumpriram neste caso», pode ler-se na carta, na qual se pede aos clubes de que se assegurem que os seus interesses são defendidos no acordo que, diz, a Liga se prepara para finalizar com outro patrocinador.
 

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