Mais de 260 mortos em protestos desde 1 de outubro, segundo ONU

Iraque 08-11-2019 17:46
Por Redação

Pelo menos 269 pessoas morreram desde o início de outubro em protestos reprimidos pelas forças de segurança e durante os quais «outros grupos armados cometeram assassínios deliberados», alertaram, esta sexta-feira, as Nações Unidas (ONU).

 

O Alto Comissariado dos Direitos Humanos da ONU em Genebra (Suíça) foi informado da morte de cinco manifestantes na noite de quinta-feira, em frente ao prédio do governo de Bassorá.

 

Além dos mortos, pelo menos 8000 feridos, incluindo militares e agentes de segurança, foram registados entre 1 de outubro e 7 de novembro.

 

«O número exato de vítimas pode ser muito maior. A maioria destas foi atingida por fogo real por parte das forças de segurança e elementos armados, que muitos descreveram como milícias privadas», disse Rupert Colville.

 

Outros sofreram «uso desnecessário, desproporcional e impróprio de armas menos letais, como gás lacrimogéneo», acrescentou.

 

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas desde o início de outubro na capital Bagdade e no sul do país para exigir mudanças políticas amplas.

 

Os manifestantes reclamam da corrupção generalizada, falta de oportunidades de emprego e os péssimos serviços básicos, incluindo cortes regulares de energia, apesar das vastas reservas de petróleo do país.

 

Os protestos espalharam-se a outras cidades, apesar da repressão e da ameaça de que a lei antiterrorismo será aplicada a todos os que usarem a violência, que sabotem propriedades públicas ou que ataquem agentes de segurança com armas de fogo.

 

A pena de morte pode ser aplicada, temendo-se que possa ser usada para intensificar a repressão de pessoas que não são realmente responsáveis por nenhum desses atos.

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