Caixa Geral de Depósitos avança com penhora dos salários de Joe Berardo

Justiça 08-06-2019 18:27
Por Redação

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) quer avançar para a penhora dos salários que Joe Berardo recebe por ser administrador de diversas empresas.

 

O banco público já tem em curso um processo de penhora dos bens do empresário e quer agora, depois de se ver impossibilitado de penhorar bens materiais, penhorar o salário do madeirense.

 

O objetivo é recuperar os 61,5 milhões de euros que a empresa Metalgest deve à CGD.

 

A notícia é avançada este sábado pelo Correio da Manhã, que dá conta de que o banco público tem como estratégia a penhora de salários de Joe Berardo nas empresas em que é administrador de forma a executar a dívida da Metalgest.

 

Antes, a CGD já tinha tentado penhorar o apartamento do colecionador de arte na Avenida Infante Santo, em Lisboa, mas sem sucesso, já que o proprietário não é o próprio Joe Berardo, mas sim uma das suas empresas (Atram).

 

De acordo com aquele jornal, o empresário madeirense já foi citado de dois processos de execução de dívida por parte do banco público.

 

O primeiro em janeiro deste ano, correspondente aos 61,5 milhões de euros que Joe Berardo deve à CGD, e um segundo, que data de abril, correspondente a 6,6 milhões de euros, valor relacionado com juros em incumprimento de créditos.

 

O objetivo de penhorar salários está a ser estudado apenas no processo que envolve a Metalgest. O que está relacionado com os juros em incumprimentos, esse, está numa fase mais embrionária, já que decorre ainda o período legal para que Joe Berardo apresente a sua defesa.

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