DGS admite existência de surto de Varíola dos Macacos; cinco casos confirmados

Sociedade 18-05-2022 15:47
Por Redação

A Direção-Geral da Saúde (DGS) admitiu, esta quarta-feira, que os casos de Varíola dos Macacos, com cinco já confirmados, são um surto.

 

Garantia de Margarida Tavares, diretora do Programa Nacional para as Infeções Sexualmente Transmissíveis e Infeção por VIH (vírus da imunodeficiência humana que está na base da transmissão da SIDA) da DGS, em conferência de imprensa.

 

«Podemos utilizar a palavra surto, porque podemos falar em surto sempre que há um aumento de casos acima daquilo que é esperado. Não esperávamos que nenhum caso ocorresse em Portugal. Se temos cinco casos confirmados podemos falar em surto», afirmou a médica.

 

Para já existem apenas cinco casos da doença confirmados pela DGS, mas a CNN Portugal apurou, junto de fonte hospitalar, que serão 20.

 

As autoridades ainda não sabem qual a origem das infeções, nem tão pouco se existem relações entre os casos - os confirmados são todos da região de Lisboa e Vale do Tejo.

 

Segundo Margarida Tavares, todos os casos identificados no País são do sexo masculino, sendo que todos foram identificados em clínicas de deteção de doenças sexualmente transmissíveis.

 

De resto, embora o vírus seja mais facilmente transmitido por via oral ou pelo contacto com feridas, também existe a possibilidade de transmissão pela via sexual.

 

Admitindo que falta fazer investigação a esta situação, Margarida Tavares confirmou que esta é a primeira vez que é identificado um surto de Varíola dos Macacos em Portugal.

 

Sobre a gravidade da doença, a médica lembrou que nenhum dos doentes está hospitalizado:

 

«São situações benignas e ligeiras, embora estejamos a acompanhar a evolução, porque são casos muito recentes», justificou.

 

A responsável deixou ainda conselhos à população em geral: «Fiquem atentos a sinais, doença com sintomas gerais, febre, mialgia, dores de cabeça e lesões cutâneas ou mucosas», juntou.

 

Aos doentes, Margarida Tavares sublinhou que o melhor é que fiquem em casa, ainda que, para já, seja apenas uma forma de prevenção.

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