O ‘day after’ do Benfica

CRÓNICAS DE UM MUNDO NOVO 06-06-2020 13:09
Por José Manuel Delgado

Que efeitos poderá ter, na equipa do Benfica, o ataque ao autocarro e a vandalização das casas do técnico e de alguns jogadores?

A questão do autocarro, que podia ter tido consequências trágicas, é mais fácil de digerir, por quem a viveu por dentro, um susto, com consequências físicas ligeiras em dois jogadores, que abala mas não abate.

 

Creio que a segunda circunstância é suscetível de criar mais problemas, do ponto de vista psicológico, que a primeira, por ser mais insidiosa, localizada e perturbadora.

 

Os bandidos que levaram a cabo este atentado mexeram com a segurança familiar daqueles profissionais e abalaram a confiança dos restantes, mais a mais confinados em estágio e logicamente com preocupações acrescidas pela distância a que estão dos entes queridos.

 

Como irá, então, o grupo de trabalho do Benfica, reagir a esta situação e enfrentar o desafio de recuperar o foco e apontar a Portimão?

 

Será normal, depois do trauma vivido, que aqueles que foram especialmente visados recebam a solidariedade dos companheiros e que o plantel cerre fileiras, tornando este ataque numa causa comum

 

que fortaleça o grupo. E será esse efeito que Bruno Lage desejará ver efetivar-se, no momento mais delicado do seu consulado como treinador principal do Benfica.

 

Lidar com um plantel, mexer com um balneário, criar condições para que os jogadores se motivem a cada momento, é uma ciência que nada tem de oculta, mas que não vem nos livros. Nasce do conhecimento profundo da mentalidade dos jogadores, das dinâmicas dos grupos, e da personalidade de cada um dos futebolistas. E é pela capacidade de perceber este futebol que o grande público não vê nem conhece, que se faz a diferença entre os grandes treinadores e os outros.

 

Neste contexto, a SAD do Benfica, que pela palavra de Luís Filipe Vieira puxou com veemência as orelhas aos jogadores depois da anémica exibição frente ao Tondela, deverá usar mais o «colinho» do que o «chicote», para ajudar a sarar mais rapidamente as feridas da equipa. E deverá, ao mesmo tempo, pensar como foi possível deixar que o nome do clube pudesse estar associado a bandos marginais que encontraram no futebol um nicho operacional para a sua atividade criminosa. E, sejamos absolutamente claros, este não é um problema de agora.

 

PS – Com uma importante reunião da Liga marcada para segunda-feira, é impressionante constatar a forma como, de repente, Luís Duque passou a ser um alvo a abater…    

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