Street Fighter 5: Champion Edition – a evolução que faltava

Jogos 25-02-2020 18:03
Por Nuno Perestrelo

Quatro anos após o lançamento, Street Fighter V parece entrar na idade adulta. A nova versão, Champion Edition, chegou ao mercado e veio colmatar alguns dos problemas identificados na versão original: de 16 lutadores na primeira versão, chega agora aos 40! De uma campanha single-player pobre, para uma muito mais trabalhada; etc, etc… todo o esforço da Capcom merece um justo elogio.

 

Para quem, como nós, andava com saudades das várias horas na velhinha PlayStation original a jogar Tekken 3, Street Fighter V: Champion Edition caiu do céu. Graficamente, mantém o look tradicional destes jogos de combate; mas tirando partido da maior capacidade de processamento da consola atual – os gráficos não são de cortar a respiração, mas encontram o equilíbrio perfeito entre o imaginário dos lutadores de sofá (que sabem de cor dezenas de combinações para golpes de ataque ou de defesa) e a necessidade de animar rapidamente as personagens no ecrã, tornando os movimentos fluidos e realistas.

 

Esta nova versão inclui praticamente todos os conteúdos do jogo original e de Street Fighter V: Arcarde Edition, num universo em que a velocidade de dedos é que faz a diferença nos 34 cenários disponíveis.

 

Se é possível jogar um modo história interessante, o ponto forte de Street Fighter: Champion Edition é a variedade de desafios disponíveis online. Há dinheiro virtual no jogo (e a possibilidade de comprá-lo também com dinheiro real – algo de que provavelmente nunca mais nos livraremos e que os puritanos do gamming lamentarão para todo o sempre).

 

Com características diferentes para cada um dos personagens disponíveis, dominar o jogo na perfeição vai demorar horas e horas e horas (e horas e mais horas), pelo que o investimento (€29,99) será devidamente compensado para os fãs.

 

Street Fighter 5: Champion Edition tanto pode ser jogado pelo “profissional” das lutas na consola, como garante horas de diversão a dois inexperientes jogadores que, na mesma casa, decidam fazer duelos.

 

A violência gráfica é grande e a sua utilização por crianças deve ser alvo de análise e acompanhamento por adultos.

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