Nicolás Maduro garante que «chegará o dia» em que Guaidó vai ser detido

Venezuela 15-02-2020 22:18
Por Redação

 O Presidente Nicolás Maduro, disse que «chegará o dia» em que o opositor Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino, será detido pelas autoridades e que estuda a resposta a dar a posições de ingerência de embaixadores europeus em Caracas.

 

«No dia em que os tribunais da República ordenem um mandado para deter o senhor Juan Guaidó, por todos os delitos que tem cometido, nesse dia irá para a cadeia. Tenham bem presente a certeza de que esse dia ainda não chegou, mas vai chegar…», disse Maduro.

 

O chefe de Estado falava no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, durante uma conferência de imprensa na qual marcaram presença 20 jornalistas estrangeiros.

 

Nicolás Maduro adiantou que a Venezuela estuda medidas para responder ao apoio dado por embaixadores de vários países da Europa a Juan Guaidó, que foram recebê-lo ao aeroporto, como Romain Nadal, o embaixador de França em Caracas.

 

Quanto à detenção de José Márquez, tio de Juan Guaidó, no aeroporto de Maiquetía, afirmou que «é um problema da justiça venezuelana» sobre o qual não tem de opinar, considerando que o procurador-geral da Venezuela, Tareck William Saab, deveria ser questionado sobre o assunto.

 

O presidente do Parlamento (Juan Guaidó) chegou na terça-feira ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía (25 quilómetros a norte da capital Caracas), o principal do país, a bordo de um voo da transportadora portuguesa TAP.

 

À chegada, simpatizantes do regime agrediram o político e rasgaram-lhe a camisa, na presença de agentes da Guarda Nacional Bolivariana.

 

Guaidó chegou a Caracas, na terça-feira, após um périplo internacional iniciado a 19 de janeiro, na Colômbia.

 

O líder da oposição esteve, depois, no Reino Unido, Suíça, Espanha, Canadá, França e EUA, tendo-se reunido com alguns governantes, inclusivamente com o Presidente norte-americano, Donald Trump.

 

Horas depois de ter chegado, Juan Guaidó denunciou que o tio Juan José Márquez desapareceu no mesmo dia, após ter sido intercetado pelas autoridades aduaneiras, na chegada a Caracas, onde chegou no mesmo voo do líder opositor.

 

O Governo venezuelano confirmou a detenção de Guaidó por ter tentado entrar no país com «material muito perigoso».

Cabello acusou ainda a companhia aérea portuguesa TAP de ter permitido o transporte ilegal de explosivos e ter ocultado «a identidade do passageiro Juan Guaidó».

 

O presidente da Assembleia Constituinte acusou ainda o embaixador português em Caracas, Carlos Sousa Amaro, de interferir nos assuntos internos da Venezuela, ao interceder por Juan José Marquez.

 

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