Estudo relaciona aumento de vítimas desde lançamento do iPhone

Sociedade 05-12-2019 20:34
Por Redação

Especialistas norte-americanos relacionam o aumento acentuado de vítimas com telemóvel desde o surgimento do iPhone, em 2007.

 

Narizes partidos, cortes, lesões cerebrais traumáticas e até a morte estão entre os riscos da utilização dos smartphones.

 

Um estudo levado a cabo nos EUA conclui que os smartphones estão relacionados com o aumento de lesões relacionadas com os telemóveis, tanto as causadas pelos próprios dispositivos como as indiretas.

 

Uma vez que há o risco de que algumas dessas lesões se possam agravar a longo prazo, os investigadores dizem que os utilizadores deveriam estar mais conscientes dos perigos associados à utilização dos dispositivos enquanto fazem outras coisas.

 

«Se ninguém em sã consciência leria um livro enquanto caminha, por que há de ler um artigo inteiro no telemóvel enquanto caminha? Muitos o fazem, incluindo eu….», frisa Boris Paskhover, chefe de cirurgias plásticas faciais e reconstrutivas da escola médica de Rutgers New Jersey (EUA) e coautor do estudo, citado pelo jornal britânico The Guardian.

 

Para mudar os hábitos, têm sido testadas várias formas para manter os utilizadores seguros a nível mundial. Em Chongqing, na China, foi aberto um corredor especial para utilizadores de smartphones nos passeios, à semelhança das faixas para bicicletas.

 

Em Salzburgo, na Áustria, foram colocados airbags em postes de iluminação para aumentar a consciencialização sobre os perigos de distração enquanto se utiliza o telemóvel.

 

Na revista JAMA Otolaryngology, Paskhover relata como ele e respetiva equipa analisaram dados de cerca de 100 hospitais nos Estados Unidos entre janeiro de 1998 e dezembro de 2017.

 

No total, 2500 pessoas chegaram às urgências de unidades hospitalares com ferimentos na cabeça e no pescoço relacionados com o uso de telemóveis, um número que a equipa de investigação diz equivaler a cerca de 76.000 mil casos em todo o país.

 

Cortes, contusões, lesões em órgãos internos estão entre os problemas mais comuns.

 

Os investigadores referem que estes casos têm aumentado gradualmente ao longo dos anos, mas que dispararam, em 2007, quando o primeiro iPhone foi lançado e os smartphones se tornaram comuns.

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