Grã-Bretanha: furo não impede vitória de Hamilton

Fórmula 1 02-08-2020 20:16
Por José Caetano

A 75.ª edição do Grande Prémio da Grã-Bretanha – 71.ª pontuável para o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 – valeu pelas duas voltas finais. Até esse momento, os W11 da Mercedes-AMG impuseram-se facilmente à concorrência, com Lewis Hamilton à frente de Valtteri Bottas, depois de ganhar o mano a mano no arranque, aproveitando o facto de encontrar-se na pole position. Então, com (alguma) surpresa, registou-se aceleração rápida na degradação dos pneus nos dois monolugares dos hexacampeões mundiais.

 

Bottas, que entrara em modo de defesa algum tempo antes, precisamente para gerir o desgaste dos pneus, foi a primeira vítima dos problemas com os compostos produzidos pela Pirelli. Furo na roda dianteira esquerda obrigou-o a paragem não programada nas boxes e colocou-o fora dos pontos. A Red Bull-Honda, reagindo a este incidente, parou o monolugar de Max Verstappen! Fê-lo de forme preventiva, talvez preocupada com o risco de registar-se contratempo semelhante com o holandês, mas a decisão penalizou equipa e piloto, pois impediu-os de conseguirem o que parecia impossível: ganharem a corrida.

 

Imediatamente após as paragens de Bottas e Verstappen, Hamilton confrontou-se com o mesmo problema: furo no pneu dianteiro esquerdo! O holandês da Red Bull acelerou e realizou a volta mais rápida na 52.ª das 52 voltas do grande prémio, com 1.27,097 m, registo que implodiu o recorde do circuito de Silverstone (1.27,369 m), que pertencia a Lewis desde o ano passado, mas Max não apanhou o campeão do Mundo, que acabou a corrida, quase miraculosamente, com três rodas apenas no Mercedes #44!

 

“Terminei com o coração na boca, após corrida perfeita, sem quaisquer problemas. Foi a última volta mais difícil da minha carreira! Pensei que não conseguiria fazer as curvas finais, mas a roda manteve-se no lugar, felizmente», reconheceu Hamilton, que venceu na Grã-Bretanha pela 7.ª vez (outro recorde). Lewis também garantiu o terceiro triunfo de 2020 e o 87.º na Fórmula 1. Como bónus, ampliou a vantagem sobre Bottas no topo da classificação do Mundial de cinco para 30 pontos.

 

Max Verstappen não lamentou a estratégia da Red Bull. “Após o furo do Valtteri, como também tínhamos os pneus muito degradados, decidimos parar. Nunca pensámos que pudesse passar-se o mesmo com o Lewis. Estou muito satisfeito com o segundo lugar», disse o holandês. E o azar de Bottas também beneficiou Leclerc e Ferrari, que somaram o segundo pódio de 2020.

 

Classificação

1.º Lewis Hamilton, Mercedes-AMG, 1:28.01,283 horas

2.º Max Verstappen, Red Bull-Honda, +5,856 s

3.º Charles Leclerc, Ferrari, +18,474 s

4.º Daniel Ricciardo, Renault, +19,650 s

5.º Lando Norris, McLaren-Renault, +22,277 s

6.º Esteban Ocon, Renault, +26,937 s

7.º Pierre Gasly, AlphaTauri-Honda, +31,188 s

8.º Alexander Albon, Red Bull-Honda, +32,670 s

9.º Lance Stroll, Racing Point-Mercedes, +37,311 s

10.º Sebastian Vettel, Ferrari, +41,857 s

11.º Valtteri Bottas, Mercedes-AMG, +42,167 s

12.º George Russell, Williams-Mercedes, +52,004 s

13.º Carlos Sainz Jr., McLaren-Renault, +53,370 s

14.º Antonio Giovinazzi, Alfa Romeo-Ferrari, +54,205 s

15.º Nicholas Latifi, Williams-Mercedes, +54,549 s

16.º Romain Grosjean, Haas-Ferrari, +55,050 s

17.º Kimi Räikkönen, Alfa Romeo-Ferrari, +1 volta

Volta mais rápida: Max Verstappen, Red Bull-Honda, com 1.27,097 m na volta 52

 

Mundial de Pilotos

1.º Lewis Hamilton, 88 pontos

2.º Valtteri Bottas, 58 pontos

3.º Max Verstappen, 52 pontos

4.º Lando Norris, 36 pontos

5.º Charles Leclerc, 33 pontos

 

Mundial de Construtores

1.º Mercedes-AMG, 146 pontos

2.º Red Bull-Honda, 78 pontos

3.º McLaren-Renault, 51 pontos

4.º Ferrari, 43 pontos

5.º Racing Point-Mercedes, 42 pontos

 

Próxima corrida: Grande Prémio do 70.º Aniversário, a 9 de agosto, em Silverstone (Inglaterra)

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