«Temos de ser arrojados, procurar os limites»

Andebol 26-01-2021 09:38
Por Célia Lourenço

Homem de mensagens, palavras sentidas, Paulo Jorge Pereira não irá deixar de passar as suas ideias, menos de 24 horas depois de Portugal ter sofrido uma derrota pesada com a França que ditou o adeus ao Campeonato do Mundo do Egito, longe das medalhas a que o selecionador nunca teve medo de se candidatar, com a garantia de um 10.º lugar final, a melhor classificação de sempre na prova.


«Pouco antes do jogo com a França, falei com eles e disse que se ganhássemos, gostaria de dedicar a vitória a todos os portugueses que, neste momento, estão a passar mal. Infelizmente, não conseguimos vencer para essa dedicatória, ainda assim conseguimos passar uma mensagem de esperança ao País. Uma mensagem de compromisso de que, quando nos empenhamos, conseguimos elevar o nome de Portugal. E essa foi também a nossa intenção neste Mundial», esclareceu o amarantino de 54 anos.


Com «orgulho dos atletas», o selecionador nacional defendeu ter um «grupo que permite encarar o presente com otimismo» e atirar-se para objetivos ambiciosos. «Se não respeitássemos o nosso potencial, de termos atletas com nível, seríamos cobardes se disséssemos que o objetivo passava apenas por superar a melhor classificação de sempre no Mundial, que foi um 12.º. Podem até dizer que é arrogância minha, mas prefiro ser arrogante do que cobarde. Prefiro que me chamem irrealista, mas defendo que o nosso País podia estar muito mais desenvolvido se mais tivessem este pensamento e não tem a ver com dinheiro. Temos de ser arrojados, procurar os limites. É preciso ter coragem e eu prefiro colocar a expectativa alta do que viver eternamente escondido em objetivos que podem estar aquém do que podemos fazer», sustentou.

 

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