Bárbara Timo e a Rochele Nunes entre os melhores do mundo: «Passou a ser a nossa realidade»

Judo 09-01-2021 12:02
Por Miguel Candeias

«É difícil haver uma competição onde estão todas as principais judocas do mundo, o Masters é uma delas. Por isso, mesmo que falte uma ou outra, será um bom teste para os Jogos Olímpicos. Estou pronta para defrontar as mais fortes e testar-me.» É com esta convicção que a vice-campeã mundial dos -70 kg, Bárbara Timo, de 29 anos, está em Doha, onde a partir de segunda-feira disputar-se-á a mais exclusiva etapa do Circuito: reservada aos 36 melhores judocas do ranking - Portugal tinha nove atletas nessa posição, mas duas faltarão devido a lesão.


No caso de Bárbara (29 anos), 13.ª do ranking, trata-se da segunda presença e não se esquece como havia ido para a primeira, em Quingdao-2019. Época em que, juntamente com Rochele Nunes (+78 kg), passou a lutar por Portugal após ter adquirido a naturalização. «Tinha tentado tantas vezes estar entre as do top, mas ficava sempre próxima. Não conseguia. O ambiente de andar entre as melhores do mundo até me assustava um pouco», recorda.


«Agora já não. Passou a ser a nossa realidade. Aceito-a e digo: ‘Vamos lá!’ Da primeira vez é sempre tudo novo, mas neste momento sinto que estou mais consciente e feliz. É importante iniciar o ano com uma grande competição.


Para Rochele, de 31 anos, e igualmente do Benfica, será a terceira experiência num Masters. A primeira cumpriu-a ainda defendendo as cores do Brasil. Atualmente na 11.ª posição do ranking e por isso também em lugar de qualificação olímpica, a prova no Catar é uma «ótima oportunidade» para reforçar o visto para Tóquio.


«Conseguir uma medalha em Doha seria importante porque preciso de renovar alguns dos meus resultados. Já preenchi praticamente todas as colunas [do ranking para a qualificação olímpica], mas numas necessito de trocar por pontos maiores. O Masters pode dar-me isso».
 

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