«Valeu a pena!»

Judo 23-11-2020 08:54
Por Miguel Candeias

Três dias haviam passado desde que garantira a 14.ª(!) medalha em igual número de Europeus, mas tudo lhe parece ainda algo surreal. «Estou muito contente, mas acho que ainda a assimilar a situação…», confessou a vice-campeã da Europa Telma Monteiro (-57 kg), ontem, à chegada a Lisboa, juntamente com a Seleção e os companheiros de pódio no Europeu de Praga, Jorge Fonseca (-100 kg) e Rochele Nunes (+100 kg), ambos bronze.


«Soube-me bem chegar ao quarto e ter a minha medalha. Acordar no dia seguinte e ter cumprido a minha missão. Tendo em conta tudo o que aconteceu, esta tornou-se na prova mais importante do ano», recorda. «É um momento gratificante porque passámos a quarentena a trabalhar. Há meses que estamos em estágios sem descansar e às vezes não sabíamos bem para quê. Valeu a pena todo o esforço, não ter baixado os braços. Quando não há competição psicologicamente a tendência é não exigirmos tanto de nós. Não foi o que aconteceu e estou feliz por ter tido essa atitude para ter agora este sentimento de conquista», conta a judoca do Benfica.


«É estranho ter 14 medalhas. Não sei bem... Acho que era algo impensável pois, neste caso, são 16 anos no topo do mundo. Acho até que vou ficar entre as 9/10 primeiras [do ranking, é 11.ª] e passar a estar, por agora, apurada para os Jogos como cabeça de série. São coisas que ainda estou a assimilar. É um momento de reflexão boa. Tudo a que me propus está a acontecer», finalizou.


Fonseca: «Não quero férias»
Para todos haverá pouco tempo de descanso pois, caso se confirme o Masters, a 8 de janeiro, Natal e Ano Novo serão passados em estágio. Nada que preocupe o campeão mundial Fonseca. «Para mim seria perfeito. Prefiro estar a treinar do que passar o Natal a fazer outra coisa. O meu trabalho é treinar, conquistar objetivos. Neste momento quero ganhar o Masters e não quero férias. Não quero parar!», exclama. «Isso é para os fracos, por isso vou treinar para fazer um resultado histórico», promete o olímpico do Sporting.


Rochele: «Fase de felicidade»

Rochele, que acabou no pódio no segundo Euro, analisou o momento. «Acho que estamos todos numa fase muito boa. O mundo passa uma situação difícil e nós fazemos o que amamos, e bem feito. Somos privilegiados. Por isso achei que esta medalha é importante para o país. Senti um pouco o peso, principalmente através dos colegas de Seleção e clube, pela felicidade que tiveram com a conquista, e isso refletiu-se em mim», afirma. «Quem assistiu ao último combate viu a minha cara de surpresa, mas era também de felicidade. Por vezes não acreditamos no nosso potencial e naquele momento demonstrei muita emoção. Estava contente por ter trazido mais uma medalha para Portugal», explicou quem deu o 34.º pódio a Portugal.

 

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