Semenya recorre ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para poder correr

Atletismo 17-11-2020 16:16
Por Redação

A atleta Caster Semenya vai levar a sua luta contra a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

 

Esta ação legal da campeã olímpica dos 800m, para poder correr, surge dois anos depois de a IAAF lhe ter imposto – e a outros com desenvolvimento sexual fora da norma, em corridas acima dos 400m – a toma de medicamentos para inibir hormonas, nomeadamente a testosterona.

 

«Continuamos esperançosos de que a Federação internacional veja o erro que cometeu e reverta a medida proibitiva que impede a senhora Semenya de competir», anunciou um dos seus advogados, Gregory Nott.

 

Em setembro, um tribunal federal suíço recusou o apelo apresentado pela atleta sul-africana e confirmou a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), atestando que as mulheres com níveis altos de testosterona, ou hiperandróginas, terão de tomar medicação para competir internacionalmente em distâncias acima dos 400 metros.

 

Este será então mais um passo nessa luta, depois dos apelos ao TAD e o Tribunal suíço, com o apoio do governo sul-africano e da Comissão para a igualde de género, bem como várias Comissões locais de direitos humanos.

 

Semenya compete no setor feminino, mas para a IAAF, mulheres com atributos masculinos, como a sul-africana tem uma «vantagem desleal» sobre as adversárias.

 

«Vamos continuar esta luta contra a discriminação até que Semenya possa voltar a correr livre de perseguições», continua o advogado.

 

Entranto, a atleta tem-se dedicado a corridas de 200 metros, distância que fica abaixo do regulamento.    

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