Gustavo Veloso roubado em casa

Ciclismo 27-05-2020 09:35
Por Fernando Emílio

Nos tempos difíceis que correm os ladrões continuam ativos e na noite de sábado para domingo assaltaram a casa do corredor Gustavo Veloso da W52-FC Porto, em Villagarcia de Arosa, na Galiza. Roubaram-lhe duas bicicletas a que juntaram mais algum material.

«Domingo de manhã preparava-me para treinar e quando cheguei ao pátio de minha casa, onde tenho as bicicletas, reparei que apenas tinha a de contrarrelógio. A de BTT e a de estrada, que levo para as competições, tinham desaparecido. Abri o portão e fui ver se alguém por brincadeira as tinha colocado na rua, quando verifiquei que os arames do muro estavam partidos fiquei convencido que tinha sido um roubo e por alguém que provavelmente conhecia o local», declarou Veloso a A BOLA.

«Isto é como um pescador ficar sem barco para ir à pesca e um taxista ficar sem o carro, nenhum pode trabalhar. A bicicleta faz parte do meu trabalho diário. Para poder treinar hoje (ontem) o Angel Rebollido emprestou-me uma roda que coloquei numa bicicleta mais antiga e cumpri o plano que tinha previsto», acrescentou. Com um prejuízo superior a dez mil euros, o corredor já falou com a equipa e aguarda que dentro de dias lhe chegue uma nova máquina.

«Não sei se o seguro de minha casa cobre o roubo das bicicletas, se não for possível terei de assumir as responsabilidades. Já falei com os dirigentes da equipa, que me vão enviar uma bicicleta através de uma empresa de transportes. Como trabalhador de uma equipa portuguesa poderia ir a Portugal, mas para evitar problemas na fronteira vou aguardar mais dois ou três dias», declarou.

Vencedor da Volta à Catalunha em 2008 e da Volta a Portugal em 2014 e 2015 a que junta 10 etapas, Gustavo Veloso sonha com a prova rainha do ciclismo português e admite continuar mais um ano como profissional: «Depois da pandemia, esperamos voltar a competir em julho. O principal objetivo da equipa será a Volta a Portugal. Tinha pensado ser este o meu último ano como profissional, mas devido à situação atípica é possível que continue na próxima temporada. O meu futuro passará sempre pelo ciclismo, já treino alguns atletas na região, penso formar uma escola de ciclismo e apoiar os corredores que competem nos escalões superiores. Estou na modalidade há mais de 20 anos. Quando revejo o meu passado acho que valeu a pena sofrer por tudo o que consegui. Portugal foi sem dúvida o País que me acolheu  e me proporcionou ser aquilo que sou hoje», concluiu o corredor galego que através de fotografias nas redes sociais tenta recuperar as bicicletas. 
 

 

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