«Mãe, acho que estou com corona»

Entrevista 20-04-2020 14:17
Por Miguel Candeias

Bronze no Europeu  júnior nos 100 m costas e 7.ª no Mundial aos 50 costas, ambas em 2019, aos 18 anos, Rafaela Azevedo, nadadora do Algés é das principais promessas nacionais e de qualificação para os Jogos de Tóquio. Após uma irmã ter acusado Covid-19, também ela testou positivo e conta o que sentiu.

 

-Após ter testado positivo a Covid-19 há três semanas, mas não tendo precisado de sair de casa para recuperar, como se está a sentir?

-Agora sinto-me bem. Já não tenho sintomas há mais de uma semana. Voltei a treinar preparação física esta semana e senti-me mais cansada. Só não sei se é do vírus ou de ter retomado.


- De que forma se apercebeu de que algo estava mal? Quando fez o teste por causa de a sua irmã Madalena ter também Covid-19, ou devido a algum sintoma?


- A Madalena fez o teste ao coronavírus a 3 de abril, mas nenhuma de nós as quatro [três irmãs e a mãe] teve febre. Por acaso a Madalena até foi a última a ter os sintomas. A minha irmã Francisca tinha perdido o paladar e o olfato e eu, se bem que não tenha sido muito intenso, comecei a sentir um pouco de tosse e algo entupida. Um dia até disse: ‘Mãe, acho que estou com coronavírus’. A Francisca ouviu e respondeu: ‘Se calhar até é’. Falámos com a nossa tia que é médica e ela aconselhou-nos a ligar para a Saúde24. Até porque uma colega de faculdade da Madalena acusara coronavírus e ela tinha indicações para fazer o teste. Deu positivo. Marcámos testes para toda a família, mas fui a única a acusar também positivo.


- Nesta semana que voltou a fazer preparação física, após menos de 15 dias de paragem, como se sentiu?
- Até me senti bem. No dia seguinte é que um enorme cansaço muscular surgiu. Como se tivesse feito um treino muito intenso. Os músculos, sobretudo nas pernas, doem mesmo muito. Sinto enorme cansaço muscular, mas a respiração está bem.

- Chegou a ter algum receio?
- Não. Tivemos apenas sintomas ligeiros. Não me preocupei muito, até porque nunca estive mal e quando comecei a melhorar apercebi-me de que o pior já passara. Por isso não fazia sentido estar receosa.


- Numa família de nadadores internacionais [pai e filhas], ir aos Jogos é praticamente um sonho familiar. Até Tóquio-2020 ser adiado, naquelas semanas de incerteza, sentiu alguma ansiedade?
- De certa forma já esperava que fossem adiados porque ninguém estava a conseguir treinar. 


Leia na íntegra na edição impressa ou digital de A BOLA.

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