Antigo companheiro no Sporting Gijón recorda Fernando Gomes: «Desafortunado»

Espanha 27.11.2022 23:09
Por Pedro Cadima

O criativo Enzo Ferrero, argentino com história dourada nos livros do Sporting Gijón, lá jogando entre 1975 e 1985, fazendo 263 jogos e 62 golos, não passou ao lado do falecimento de Fernando Gomes, o nosso Bibota, que antes de conquistar o trono da Europa em matéria de golos (agarrou essa distinção de Bota de Ouro em 1983 e 1985), passou pelas Astúrias jogando no Sporting Gijón como sucessor de Quini, transferido para o Barcelona.

O goleador do FC Porto troca a Invicta pelo clube espanhol em 1980, então com 24 anos, agarrando um convite de uma equipa que tinha sido 3º classificada em 1979/80. Hoje longe dos seus pergaminhos, competindo na 2ª Divisão, o Sp. Gijón sentiu também muito a perda de Fernando Gomes, que sofreu imenso nas Astúrias com uma lesão no tendão de Aquiles, podendo apenas dar um forte contributo à equipa na segunda temporada quando fez 15 golos em 29 jogos. Ainda disputou uma final da Copa do Rei, perdida para o Real Madrid. Enzo Ferrero, estrela, então, dos asturianos, aguardava com expetativa a parceria com Gomes, contratado por 60 milhões de pesetas.

«Foi uma contratação incrível naquela altura, era um jogador com uma reputação impressionante e uma qualidade fantástica. Ficámos todos muito ansiosos à espera dele e não demorou a mostrar o que valia. Fez logo um jogo fantástico na Galiza, num triangular na pré-época, e marcou cinco golos ao Oviedo, o grande rival do Sporting Gijón. Deixou todos maravilhados! Esperávamos uma época em grande, mas, infelizmente, foi muito desafortunado com as lesões. Teve uma situação no tendão de aquiles que nunca foi bem resolvida», lembra.

«O departamento médico teve vários diagnósticos e aquilo prejudicou-lhe. Nunca se sentiu bem para jogar, acabou por ser operado, salvo erro, na Alemanha, e ao fim de duas épocas decidiu voltar a Portugal. Para quem estava no clube nessa época ficou a saber a pouco, porque podíamos ter tido um rendimento elevadíssimo com Gomes no seu melhor», explica Enzo Ferrero, hoje com 68 anos.

«A prova chegou logo em Portugal, voltou ao FC Porto e foi duas vezes o maior marcador da Europa. Era um avançado incrível, muito técnico e com grandes recursos. No plano pessoal era alguém de grande trato, muito querido por todos. Nunca foi mais do que ninguém», sustenta Enzo Ferrero, deixando-nos um retrato do que foi Gomes em Gijón, na sua única aventura fora de Portugal, fazendo, seguramente, as alegrias de Luís Enrique, hoje selecionador espanhol, que cresceu de pequenino nos escalões de formação do Sporting Gijón.

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