Assinou pelo Spartak e o ministro dos Negócios Estrangeiros revoltou-se

Polónia 16.06.2022 17:15
Por Redação

Na Rússia desde 2011, ano em que chegou ao Terek Grozny (conta com uma época, em 2016/17 no Lyon), o polaco Maciej Rybus viu-se envolvido no meio de uma polémica, que chegou mesmo ao executivo de Varsóvia. Finalizado o contrato com o Lokomotiv Moscovo, o lateral-esquerdo de 32 anos optou por continuar na capital russa e assinou pelo Spartak, clube que é constantemente associado à imagem de Vladmir Putin.


Rybus justificou a decisão com o facto de ser casado com uma mulher russa, ter filhos pequenos nascidos em Moscovo e da magnitude do clube, mas não se livrou de forte contestação no país natal, inclusive de Marcin Przydacs, ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia. «Não há nada mais embaraçoso do que utilizar a família para encobrir uma decisão que tem simplesmente a ver com dinheiro. Ele vai ser pago com notas de sangue e espero que nunca mais volte a jogar na seleção. Jogar com a águia ao peito [o brasão da Polónia é uma águia branca coroada] é uma honra, mas só para quem consegue perceber isso», escreveu o político no Twitter.


Perante isto, está agora colocada em causa a presença de Rybus no Mundial-2022. Internacional pela seleção polaca em 66 ocasiões, o jogador participou nos Europeus de 2012 e 2020 e no Campeonato do Mundo de 2018, contudo não foi chamado para o decisivo play-off com a Suécia, que garantiu a ida ao Catar no Grupo C, juntamente com México, Argentina e Arábia Saudita.


Recorde-se que a Polónia tem sido dos países mais críticos da Rússia e a invasão da Ucrânia, já que teme ser alvo de ataque semelhante, uma vez que faz fronteira com o enclave russo de Kaliningrado, no mar Báltico. Além disso, goza de uma afinidade ideológica com a Ucrânia, que ficou formalizada em 2020 quando os dois países, mais a Lituânia, formaram o Triângulo de Lublin, uma aliança militar e política.

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