Pai de Luis Díaz relata o horror que viveu: «Quase não dormi e cheguei a caminhar 12 horas»

Pai de Luis Díaz relata o horror que viveu: «Quase não dormi e cheguei a caminhar 12 horas»

Luis Manuel Díaz, pai de Luis Díaz, foi finalmente libertado depois de 12 dias sequestrado pelo grupo guerrilheiro ELN (Exército de Libertação Nacional), que utiliza os raptos na Colômbia com propósitos políticos e económicos. Em conferência de imprensa, o pai do extremo do Liverpool falou sobre o pesadelo que viveu, referindo, contudo, que não foi mal tratado.

Pai de Luis Díaz já foi libertado

9 novembro 2023, 16:12

Pai de Luis Díaz já foi libertado

Depois de 12 dias raptado pelo grupo guerrilheiro ELN (Exército de Libertação Nacional), o pai de Luis Díaz, Luis Manuel Díaz, foi hoje libertado

«Não sei por que motivo fui raptado, mas disseram-me sempre para estar tranquilo, porque nada de mal me aconteceria. Sou uma pessoa humilde e querida pelo povo colombiano. Dormir nestes dias foi muito difícil, estive quase 12 dias seguidos acordado. Caminhei muito pelas montanhas, algumas caminhadas de 12 horas, 8 horas, 7 horas, porque diziam-me que tinha de ir para lugares mais seguros. Apesar de tudo, não fui mal tratado, mas não me sentia confortável. Sentia muito a falta da minha família, dos meus amigos», começou por contar.

«Nos primeiros três dias sofri a nível de alimentação, mas depois disso, penso que quando passei para as mãos do ELN, fui tratado de outra forma. Penso que cheguei perto da fronteira da Venezuela, fui para muito longe de La Guajira. Sou uma pessoa trabalhadora e simples, não percebo as razões para este caso», acrescentou.

Apesar do terror vivido, deixar a Colômbia para morar em Inglaterra, junto do filho, está fora de questão.

«Quero continuar aqui, com o meu povo. É aqui que tenho toda a minha família e onde os meus pais estão enterrados. Senti muito respeito do Governo e acredito que me será concedida toda a segurança para continuar a viver em Barranca. Temos de lutar por uma Colômbia melhor e mais justa», finalizou, revelando ainda que não houve lugar ao pagamento de resgate, apesar de ter sido vista uma carrinha de transporte de valores no local da 'entrega' de Luis Manuel Díaz por parte do ELN.