Gil Vicente-Benfica: a análise aos jogadores das águias

Liga Gil Vicente-Benfica: a análise aos jogadores das águias

NACIONAL27.08.202300:40

Rafa em alta velocidade e Musa cheio de pressa

Avançado português, muito difícil de controlar pelos 'polícias’ minhotos, esteve nos lances mais perigosos do Benfica; Di María ‘só’ na primeira parte; Avançado croata entrou... e marcou

A FIGURA - Rafa (nota 7)

Andou muitas vezes em excesso de velocidade e os polícias minhotos castigaram-no com faltas duras. Caiu, levantou-se, caiu, levantou-se, caiu, levantou-se, afinal está habituado. Aos 21’, na esquerda, ofereceu golo a Arthur Cabral, que desperdiçou a oportunidade, aos 34 acelerou prego a fundo e ganhou a bola a Rúben Fernandes, entregando-a de bandeja a Di María, que não aproveitou. Na segunda parte, recebeu a bola de Kokçu e, em contra-ataque, voou baixinho com a bola no pé e foi marcar o segundo golo das águias. Aos 73’ disparou por cima da barra, aos 88’ lança David Neres. Saiu esgotado e castigado fisicamente, já na compensação (90+3).

Notas e análise aos jogadores do Benfica

6 Samuel Soares - Na primeira parte, nota para o bom jogo com os pés - aos 14’ lançou contra-ataque com passe longo para João Mário - e para excelente defesa a cabeceamento perigoso de Rúben Fernandes. Na segunda, muito mas em jogo. Aos 64 teve de voar para desviar disparo de José Carlos, recorreu ao físico para ganhar algumas bolas pelo ar. Ficou a ideia de que poderia ter feito mais no primeiro golo, com a bola a passar-lhe junto às mãos. No segundo, a bola que saiu dos pés de Domínguez com muita força passou entre dois jogadores da barreira.

6 Bah - Sem a influência ofensiva da época passada, poucos registos positivos a atacar, para lá de de um bom lance em que recuperou a bola, lançou o ataque, mas cortou o remate da equipa. Cumpriu defensivamente.

5 António Silva - Muito ativo desde o início do jogo, com cortes em antecipação a Baturina, somou um par de cortes importantes de cabeça, mas deixou Rúben Fernandes cabecear nas costas (45+5) e Depú escapar (90+3) e quase empatar a dois golos. Para equilibrar, notável corte aos 90+2.

7 Otamendi - Superconfortável na primeira parte, até conduziu algumas vezes a bola para o ataque pelo meio-campo gilista. Foi o ponto final de alguns ataques adversários e foi dos poucos que não acusaram a pressão no fim, emergindo como líder.  

6 Aursnes - Já lhe tinha faltado o pé esquerdo para cruzar algumas vezes quando assistiu, justamente com o pé esquerdo, Rafa para o segundo golo. Foi ofensivo, sem esquecer a missão defensiva, com a qual se teve de preocupar muito na segunda parte. Dele se pode esperar sempre que deixe tudo em campo e que poucas vezes comprometa.

6 Florentino - Titular pela primeira vez esta época, justificou a aposta de Schmidt. Capaz de manter sob pressão os adversário, cobrindo larga área de ação, recuperou muitas bolas. Aos 13’ surgiu na área a cabecear, sem sucesso. Mas também errou. No lance do primeiro golo do Gil Vicente, estava mal posicionado.    

5 Kokçu - Ainda é um peixe fora de água na equipa do Benfica. É certo que se oferece ao jogo, abrindo linhas de passe para os companheiros, também gosta de ter a bola no pé e tem qualidade técnica e foi ele quem iniciou o lance do segundo golo. Não conseguiu, porém, fazer a diferença e ter impacto superlativo no jogo da equipa.

6 Di María - Entrou no jogo aos 10 minutos e do seu pé esquerdo saíram passes deliciosos, como o centro para Arthur Cabral cabecear com perigo (22’). Muita frieza e classe a marcar o penálti, com um remate sem muita força quase para o centro. Foi desaparecendo na segunda parte. E deveria ter sido substituído.

6 João Mário - Sofreu o penálti, cometido por Marlon, num lance em que esperou pela entrada do brasileiro. Inteligente, pensa muito o jogo, mas também lhe retira velocidade.

5 Arthur Cabral - O jogo da equipa ainda passa pouco por ele. Menos móvel que Gonçalo Ramos só foi procurado três vezes pelos companheiros como referência ofensiva: combinou em duas, cometeu falta na outra. Bom cabeceamento, após centro de Di María, só travado por excelente defesa de Andrew. Falhou remate aos 21’ em boa posição. Pouca ação na segunda parte.  

6 Neres - Os adeptos adoram-no porque dele esperam o imprevisto. Foi isso que aconteceu aos 78’ quando deixou José Carlos para trás e serviu Di María, que perdeu a oportunidade. Somou ainda um remate (88’), travado por Rúben Fernandes e um bom cruzamento de pé direito. Pouco depois de entrar cabeceou com perigo, mas a jogada foi anulada por fora de jogo.

4 Tengstedt - Tentou ser a primeira linha de pressão defensiva, foi apanhado uma vez em fora de jogo e procurou a bola, muitas vezes e sem grande sucesso, em zonas distantes dos centrais.  

7 João Neves - Andou mais preocupado em defender do que em criar. Mas, quando ao ataque, criou um dos momentos mais bonitos e geniais da parte. Notável passe picado, carregado de técnica e inteligência, a isolar Musa para o terceiro golo. Um momento que fez toda a diferença para o Benfica.  

3 Chiquinho - Entrou mal no jogo, falhou um passe na tentativa a sair para o ataque e cometeu a falta da qual nasceu o segundo golo do Gil Vicente.

7 Musa - Entrou aos 90+3 e no minuto seguinte decidiu o jogo. Desmarcação nas costas de Rúben Fernandes a ler o convite de João Neves, primeiro toque com o pé esquerdo a amortecer a bola e disparo logo de seguida para o terceiro golo. Que luxo ter o avançado croata no banco.

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