Fim de uma era no Real Madrid: o adeus de uma lenda, Luka Modric
Chegou ao fim a bonita história de Luka Modric no Real Madrid. O croata realizou o seu último jogo com a camisola dos merengues esta quarta-feira, na goleada sofrida diante do PSG (0-4) a contar para as meias-finais do Mundial de Clubes, tendo entrado para o lugar de Bellingham para a última meia-hora, mas numa altura em que já pouco podia fazer para evitar a eliminação do clube na competição, que já venceu por cinco vezes.
O médio somou apenas 120 minutos ao longo deste torneio, mas participou em todos os jogos como suplente utilizado, não tendo contribuído diretamente para nenhum golo. Por isso, a última vez que festejou pelo Real foi mesmo para a LaLiga, um golaço de longa distância diante do Girona, em pleno Bernabéu, a 23 de fevereiro, enquanto a última assistência aconteceu na penúltima jornada, e para Kylian Mbappé, em Sevilha.
Mesmo assim, aos 39 anos, esta foi a temporada em que Modric mais jogos fez: 63. Para a história ficam 597 jogos, 43 golos, 89 assistências e ainda 27 troféus: 6 Liga dos Campeões, 5 Supertaça Europeia, 5 Mundial de Clubes, 5 Supertaça de Espanha, 4 LaLiga e 2 Taça do Rei, sendo que o último foi a Supertaça Europeia, diante da Atalanta, um ano atrás. Além disso, destaque para alguns prémios individuais, principalmente em 2018, ano em que foi eleito o melhor jogador da Europa e do mundo, ao vencer Bola de Ouro e The Best.
Tudo começou em 2012, altura em que decidiu trocar o Tottenham e a Premier League por Espanha, quatro anos depois de deixar o seu país e o Dínamo Zagreb. Contratado a pedido de José Mourinho, Modric até foi considerado por muitos como a pior contratação do ano em 2012/13 na sua época de estreia, mas rapidamente provou o contrário, estabelecendo-se como titular indiscutível numa equipa que iria conquistar quatro Liga dos Campeões no espaço de apenas cinco anos.
Casemiro e Kroos complementaram muito daquilo que era o seu jogo, mas mesmo após as suas saídas, a do brasileiro para o Manchester United em 2022/23 e a do alemão para a reforma no ano anterior, continuou a demonstrar toda a sua qualidade com bola, que vale muito mais do que todos os números que se possam apresentar sobre a brilhante carreira de Modric. Segue-se agora, em princípio, o Milan, num ano em que o croata pode decidir pendurar as chuteiras com uma última prestação pela Croácia no Mundial 2026.
O adeus de outro capitão, Lucas Vázquez
Por outro lado, este foi também o último jogo de Lucas Vázquez, outro dos capitães. Formado no Real Madrid, ainda foi cedido um ano ao Espanhol em 2014/15 antes de regressar e de se estrear pela equipa principal na época seguinte. O espanhol começou a sua carreira como extremo, mas ao longo dos anos foi descendo no terreno e acabou mesmo a lateral. Nas últimas temporadas já tinha mais o estatuto de suplente e substituto de Carvajal na ala direita, pelo que o clube decidiu não renovar o seu contrato para 2025/26, tal como a Modric.
Ao todo ficam 402 jogos, 38 golos, 59 assistências e 21 títulos: 5 Liga dos Campeões, 4 LaLiga, 4 Supertaça Europeia, 4 Supertaça de Espanha, 3 Mundial de Clubes e 1 Taça do Rei. Esta época foi novamente peça importante, perante as muitas lesões na linha defensiva merengue, tendo chegado até a jogar como central e não só a lateral. Tal como Modric, teve a época com mais jogos de sempre pelo Real, 53, empatado com 2017/18, mas não foi suficiente para convencer Florentino Pérez e companhia a renovar por mais uma temporada, aos 34 anos.