«Fazemos muito com pouco»

Futebol Feminino «Fazemos muito com pouco»

FUTEBOL FEMININO25.03.202308:57

Mariana Cabral, 35 anos, treinadora do Sporting, promete equipa muito competitiva para o sexto jogo com o Benfica na presente temporada, apesar de as encarnadas terem vencido os cinco anteriores, para Supertaça, Taça da Liga (2), Taça de Portugal e, claro, Campeonato Nacional. «É um jogo diferente, com muita gente e muito barulho e até para nós, treinadoras, é diferente, apesar de estarmos habituadas a comunicar», começou por analisar na antevéspera do velho dérbi lisboeta.


Mariana Cabral pretende que o Sporting tenha uma palavra a dar no resultado e, vencendo no Estádio da Luz, adie um pouco mais a festa do tricampeonato quase anunciado para o adversário: «Vamos dar o máximo e obviamente dar a melhor imagem possível do Sporting, que é um clube que luta sempre muito em todas as provas, apesar de poder não ter, por vezes, as condições ideais. Porém, fazemos muito com pouco e é isso que continuaremos a fazer, com alegria, vontade e especialmente todas juntas nos momentos bons e nos maus», afirmou a treinadora do Sporting nas últimas duas temporadas, reconhecendo que a rivalidade entre os dois clubes de Lisboa poderá trazer competitividade e espetáculo a um jogo no qual as leoas pretendem demonstrar todo o seu poderio.

Mariana Cabral quis recordar, ainda, que no último jogo entre as duas equipas, há mês e meio, o Sporting dispôs de ocasiões para alcançar outro resultado. «Tivemos a Diana [Silva] isolada, a [Ana] Capeta com uma defesa do Benfica a tirar a bola em cima da linha, o lance da Chandra [Davidson] que quase bate na trave... e de repente estes lances teriam mudado por completo o rumo do jogo, não é?» questionou a líder técnica das leoas.

Mariana Cabral reafirmou o valor do trabalho realizado pelo clube, inclusive no fortalecimento da própria Seleção Nacional, à qual cede jogadoras há mais de uma década. «Estava em Alvalade [a Seleção Nacional feminina foi homenageada no intervalo do Portugal-Liechtenstein de anteontem] e aplaudi com muito gosto as jogadoras. É claro que o trabalho dos clubes é superimportante. Estas jogadoras estão, na sua maioria, em clubes portugueses e é muito importante haver as condições de trabalho necessárias, bem como infraestruturas, recursos humanos, campos, etc. Tudo isto é importante para todos os clubes e todos os clubes que apostam no futebol feminino são importantes», definiu a técnica, há muito ligada à produção de vários dos maiores talentos do panorama nacional, ela que foi coordenadora de toda a formação verde-e-branca e técnica do Sporting B antes de ascender à equipa principal. «Acontece neste clube não só no futebol feminino como no futsal, que vi jogar no outro dia, como no basquetebol, no andebol...é essa a premissa do clube», concluiu.
 

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