Críticas ao Mundial-2030: «A FIFA vive num paraíso fiscal e não se importa com o que acontece no mundo»
Gianni Infantino (segundo a contar da esquerda), presidente da FIFA

Críticas ao Mundial-2030: «A FIFA vive num paraíso fiscal e não se importa com o que acontece no mundo»

INTERNACIONAL07.10.202313:41

Emmanuel Petit teceu duras críticas à decisão da FIFA, citando o descanso dos jogadores e também a vertente ambiental

O formato inovador do Mundial-2030, cuja organização foi atribuída a Espanha, Portugal e Marrocos, mas com três jogos a disputar na Argentina, Paraguai e Uruguai, está a deixar muitas dúvidas.

O antigo jogador francês Emmanuel Petit teceu duras críticas à decisão da FIFA, citando o descanso dos jogadores e também a vertente ambiental.

«Perdeu mais uma vez uma boa oportunidade de primar pela inteligência. Tenho a sensação que é uma entidade que pouco se importa com o mundo em que vive hoje. Quando saiu a notícia pensei que era mesmo uma piada», criticou.

«É a sério? Podemos pensar um pouco na ecologia? Nas viagens extra de avião? Vamos pensar um pouco nos adeptos? Já é tão caro acompanhar uma seleção…Para mim é um absurdo, vai contra a natureza do mundo em que vivemos hoje. Só reforça a imagem que tenho da FIFA: é uma estrutura que vive num paraíso fiscal e que está acima de qualquer suspeita, que não se importa muito com o que se faz no mundo... o único objetivo é arrecadar mais e mais dinheiro. E os jogadores? As diferenças de fuso horário, as viagens, a logística... Estou muito surpreendido que nenhum político se chegue à frente para denunciar isto», refere ainda.