Ataque do Norte ao Nápoles

Itália Ataque do Norte ao Nápoles

INTERNACIONAL19.08.202310:04

Regressa este sábado a Serie A e já com o campeão em ação. O Nápoles tem deslocação ao terreno do recém-promovido Frosinone nesta primeira jornada, que fica também marcada por duelo de treinadores portugueses, amanhã, com a Roma de José Mourinho a receber a Salernitana de Paulo Sousa.


No Nápoles, saiu Luciano Spalletti, o treinador que cumpriu o sonho, e será agora o francês Rudi Garcia a ter a missão de voltar a ser campeão. O defesa português Mário Rui renovou e bem mais importante é que, apesar do forte assédio da Arábia Saudita, o avançado nigeriano de 24 anos, Victor Osimhen, deverá mesmo permanecer.

O Nápoles tem apenas três campeonatos na história e tem forte concorrência da sempre candidata Juventus (depois de época desastrosa, quer voltar a ser competitivo o clube que já conquistou o scudetto 36 vezes), mas também dos dois clubes de Milão, que fizeram investimentos fortes para voltarem ao topo.

Se o Inter de Simone Inzaghi chegou à final da Champions na época passada, eliminando FC Porto e Benfica, o Milan de Stefano Pioli tem no português Rafael Leão o guardador das esperanças de uma época de sucesso. O avançado português esteve muito tempo sem renovar, mas no final da época passada ficaram tranquilos os adeptos com a extensão do vínculo e juras de amor ao clube.

Falando em portugueses, diga-se que, com dois anos já à frente da Roma, José Mourinho acredita que depois de duas finais europeias é altura de lutar pelo título, algo que já não acontece desde 2000/2001. Para lá chegar, tem a segurança de Rui Patrício na baliza e a garra de Renato Sanches no meio-campo.

Mas, da capital, a super-Lazio parece partir um pouco à frente e depois do segundo lugar na temporada passada quer voltar a conquistar o scudetto, o que não acontece desde 1999/2000. Kamada, japonês que chegou a ser pretendido pelo Benfica é o reforço com mais peso.
Destaque-se ainda a missão de Paulo Sousa, que chegou a meio da época passada para salvar a Salernitana e saberá que não pode agora aspirar a muito mais do que fazer uma caminhada sem sobressaltos.


Um pouco à imagem da Udinese, a equipa mais portuguesa de Itália e onde o referência é cada vez mais o avançado Beto, contratado em 2021 ao Portimonense e que tem vindo a ganhar estatuto.


Milhões que fazem diferença
 

Olhando para o dinheiro gasto pelos clubes italianos, fica reforçadada a candidatura do Milan, o emblema que mais investiu: 109 milhões de euros, com as chegadas, entre outros, de Musah (Valência), Chukwueze (Villarreal) e Pulisic (Chelsea), por 20 milhões, e ainda de Reijnders, do AZ Alkmaar (19).

O campeão Nápoles gastou 67 milhões de euros, o Inter 33,25, a Atalanta 66, enquanto a Juventus volta a mostrar o seu poder e desembolsou 79,6 milhões. Para termos noção das diferenças, a Roma de José Mourinho não foi além dos 3,5 milhões em contratações.

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