FIFA ouviu as 204 federações de futebol sobre Mundial de dois em dois anos

Desporto 01-10-2021 08:29

A ideia, controversa e já contestada a vários níveis, é passar a frequência do Mundial de quatro para dois anos a partir de 2028, contrariando uma calendarização que vem desde 1930, para os homens, e desde 1969, para as mulheres.

Inês Pinto Miguel

A FIFA ouviu hoje as federações nacionais sobre a proposta do Mundial de futebol de dois em dois anos e promete para novembro um relatório exaustivo sobre o assunto e a realização de uma “cimeira global” até ao fim do ano.

Para o presidente do organismo, Gianni Infantino, esta auscultação ‘online’ foi o arranque do “mais inclusivo e minucioso processo de consulta que o mundo do futebol jamais viu, numa base global”.

A ideia, controversa e já contestada a vários níveis, é passar a frequência do Mundial de quatro para dois anos a partir de 2028, contrariando uma calendarização que vem desde 1930, para os homens, e desde 1969, para as mulheres.

A partir de Zurique, Infantino, acompanhado por Arsène Wenger, responsável pelo Desenvolvimento Global do Futebol, e Jill Eliss, que lidera o Grupo Técnico para o Futebol Feminino, fez uma apresentação detalhada dos novos projetos da FIFA.

Uma outra ideia na mesa é alterar o calendário das fases de qualificação, para minorar as viagens, com janelas de jogos mais alargadas em agosto, setembro e outubro.

Para o futebol jovem, a FIFA apresenta dois cenários: um torneio sub-17 anual para 48 equipas e um torneio bienal sub-20 para 24 equipas, ou então torneios sub-16 e sub-18 anuais para 48 equipas e um torneio sub-20 bienal para 24 equipas.

“Foi um passo importante no processo de consulta, que deu aos membros do Conselho da FIFA e aos mais de 200 associados a possibilidade de fazerem propostas, formular perguntas e debater questões de forma aberta e transparente”, sintetizou Infantino.

“Teremos oportunidade de dar forma à história do futebol, olhar em frente, aprender com o passado e desenhar o futuro, porque a nossa visão é fazer com que o futebol seja verdadeiramente global. Mas só faremos mudanças se isso beneficiar todos Se assim não for, não há razão para mudar, se o mundo global do futebol não ficar melhor. Estamos conscientes dos diferentes riscos que isto acarreta”, disse ainda.

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