Sporting SAD apresenta prejuízo de 32,9 milhões de euros na época de 2020/21

Desporto 15-09-2021 09:38

No final da temporada de 2019/20, a Sporting SAD tinha apresentado um lucro de 12,5 milhões de euros. O resultado referente à época passada acaba por ser o pior registo dos 'leões' desde a temporada 2012/13, exercício que terminou com prejuízos de 43,8 milhões de euros.

José Carlos Lourinho

A Sporting SAD apresentou ao final da noite desta terça-feira as contas referentes à época de 2020/21 onde se destaca o regresso aos prejuízos da empresa que gere o futebol dos ‘leões’: prejuízo de 32,9 milhões de euros.

No final da temporada de 2019/20, a Sporting SAD tinha apresentado um lucro de 12,5 milhões de euros. O resultado referente à época passada acaba por ser o pior registo dos ‘leões’ desde a temporada 2012/13, exercício que terminou com prejuízos de 43,8 milhões de euros.

Os campeões nacionais da época passada justificam o resultado com o impacto da pandemia da Covid-19 que acabou por causar uma “contração a nível mundial” do mercado de transferências, facto que levou a Sporting SAD a uma quebra de receitas em transações de jogadores em 71 milhões de euros (menos 67%), apesar das vendas do argentino Marcos Acuña (11,25 milhões de euros) e do brasileiro Marcus Wendel (20,3 milhões de euros.

A Sporting SAD apresenta ainda uma estimativa de perda de 20 milhões de euros nas receitas operacionais como consequência direta do fecho dos recintos desportivos: “ausência de receita de bilhética e quebras de merchandising”.

No que diz respeito ao volume de negócios, a Sporting SAD anunciou ainda uma soma de 100,2 milhões de euros, uma redução de 43% face à temporada 2019/20. Explicam os ‘leões’ que este “decréscimo é explicado por um lado pela redução da receita comercial fruto da pandemia, mas por outro, pelo facto, de na época homóloga ter sido batido o recorde de volume de negócios de 175 milhões de euros em muito impulsionado pela maior venda de sempre da Sporting SAD, o jogador Bruno Fernandes”.

Explica o Sporting que, num ano “normal”, sem o efeito da pandemia, os resultados apresentados “seriam significativamente melhores”: “não se verificando a forte contração no mercado de transferências e a quebra significativa dos resultados operacionais sem transações de jogadores resultante essencialmente da realização dos jogos da equipa principal à porta fechada”.

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